Fotografia: Sport Clube de Freamunde

Vários jogadores do Sport Clube de Freamunde, formação que milita na Associação de Futebol do Porto Divisão de Elite, Pro-nacional, série 2, estarão em situações precárias, estando mesmo alguns desalojados e a viver no estádio. Segundo vários jornais nacionais, em causa estarão dois meses de salários em atraso.

A situação terá sido denunciada pelo actual técnico da formação dos capões, Pedro Barroso, a um programa desportivo da Marcoense FM no habitual rescaldo ao encontro em que o Freamunde acabou por perder frente ao Aliados de Lordelo (2-3), em partida a contar para o campeonato.

O técnico nas declarações que proferiu àquela rádio justificou a divulgação da situação com a necessidade de pôr cobro a esta situação e salvaguardar o profissionalismo dos próprios atletas, que apesar das dificuldades, admitiu, continuam a dar o melhor ao clube.

O treinador constatou, também, que esta situação está a prejudicar o rendimento do colectivo.

“Cinco jogadores do plantel foram despejados de casa e três deles tiveram que dormir no meu gabinete. Quem deu o pequeno-almoço a estes jogadores fui eu, no próprio estádio. São coisas ridículas que estão a acontecer”, referiu o técnico do Freamunde à Marcoense FM.

Já no decorrer do dia de hoje, o Verdadeiro Olhar contactou o técnico da formação dos capões, mas este escusou-se a prestar quaisquer declarações. Já o presidente do clube, Inácio Sousa, esteve sempre incontactável.

No campo desportivo, o Sport Clube de Freamunde é 5.º classificado com 30 pontos e apesar da derrota, na última jornada, mantém-se na luta pelos lugares que dão acesso à subida e ao Campeonato de Portugal.