O ‘EntreLinhas – Festa do Ferroviário’ regressa a Ermesinde, Valongo, com o objetivo de “perpetuar a ligação do território e da comunidade à história da ferrovia e dos ferroviários”, como forma de não deixar esquecer uma parte importante deste território.

A edição deste ano, que foi antecipada uns meses, decorre de 17 a 19 de maio, ou seja de sexta-feira a domingo, no Parque Urbano, Fórum Cultural de Ermesinde, no Largo da Estação e em Gandra.

O comissário do evento é o deputado da Assembleia da República, José Carlos Barbosa, e a programação arranca esta sexta-feira, a partir das 14h30, com a conferência “Desafios da Alta Velocidade”, que decorre no Fórum Cultural de Ermesinde.

No segundo dia do evento, destaca-se a entrega de prémios do Concurso de Fotografia do EntreLinhas, seguindo-se a Tertúlia “Histórias no comboio”, com relatos na primeira pessoa.

O programa inclui também animação itinerante e dinâmicas culturais variadas, onde não faltam espetáculos e gastronomia. De salientar também a Mostra Turística das linhas do Douro e Minho, e ainda exposições dentro e fora de portas, ligadasm não só à dimensão material da ferrovia, mas também humana e imaterial.

O EntreLinhas – Festa do Ferroviário terá também uma oferta musical que pretende abranger todos os gostos. Assim, no palco principal, a 17 de maio, atua Cláudia Pascoal, e um dia depois, a banda The Happy Mess é a estrelas da noite. Para o encerramento foi eleito o grupo Expensive Soul. Todos os concertos começam às 22h00.

Haverá ainda um palco secundário, na zona da Gandra, onde se poderão ouvir bandas de estilos variados, do concelho de Valongo. E é nesse mesmo espaço que se situa a zona de street food.

Esta será a terceira edição do Entrelinhas. E Valongo não pode ser dissociado da história da ferrovia nacional. Desde 1875, com a inauguração da estação ferroviária, na cidade de Ermesinde, passou a ser um ponto de passagem de milhares de passageiros e mercadorias, que todos os dias se deslocam pelas linhas do Minho e do Douro.

“Consciente da importância da ferrovia e dos ferroviários de Ermesinde no contexto local e nacional”, a autarquia “assumiu o património imaterial ligado aos ferroviários e à ferrovia, como uma das principais marcas identitárias do município”.

“É impressionante o espírito que existe entre os ferroviários”, sublinha o autarca José Manuel Ribeiro que se congratula pelo facto de a comunidade ter aderido, com enorme entusiasmo, a esta grande iniciativa cultural que se realiza nos dois lados da linha-férrea, que atravessa Ermesinde, e que une os dois lados desta cidade que tem que ser vista como “uma referência na elevação do património material e imaterial ferroviário”.

O evento realizava-se em agosto, mas foi antecipado para o mês de maio para permitir “uma maior participação do público”.

Além do seu interesse histórico e turístico, o EntreLinhas – Festa do Ferroviário serve também o propósito de promover o comboio como “o transporte do futuro”. É que este setor é uma “uma peça fundamental para garantir o nosso futuro, por constituir um dos meios de transporte mais sustentável e amigo do ambiente, tanto para passageiros, como para mercadorias”, concluiu o autarca.

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