No ano passado, cada habitante de Valongo produziu cerca de 497 quilos de lixo (1,4 quilos por habitante/dia). Mas no que toca à recolha selectiva, ou seja aos resíduos que são encaminhados para os ecopontos e ecocentros para serem reciclados, cada valonguense só separou 28,62 quilos. Trata-se de um valor muito abaixo dos objectivos a cumprir até 2020, quando o volume de resíduos separados para reciclar devia chegar aos 44,88 quilos por habitante/ano.

Os dados divulgados pelo Observatório de Resíduos da Lipor, Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto que integra oito concelhos, mostram que abaixo de Valongo fica apenas Gondomar, onde cada habitante recicla 25,5 quilos de resíduos por ano. Maia (61,8 kg/hab/ano) e Porto (54,3) são os concelhos em que os números da recolha selectiva por habitante são mais elevados.

 

Cada valonguense produziu 497 quilos de lixo em 2016

A Lipor – Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto trata os resíduos dos concelhos de Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa do Varzim, Valongo e Vila do Conde.

Em 2016, estes oito concelhos produziram 493.726,84 toneladas de resíduos sólidos urbanos, cerca de 1,3 quilos por habitante/dia. Estes números mostram um aumento em relação ao volume de lixo encaminhado para a Lipor em 2015.

Desse total de resíduos, só 58.681 toneladas diziam respeito à recolha selectiva (20,77%), onde o maior peso está na separação de plástico e metal (11.469 toneladas), vidro (18.433) e papel (15.340).

Dados do Observatório de Resíduos da Lipor

Em Valongo, foram produzidas, em 2016, 39.348 toneladas de resíduos. O aumento em relação ao ano anterior elevou para 1,4 quilos o volume de resíduos médio produzido por habitante, por dia. Desses, apenas 21,08% são considerados recolha selectiva e só 12,7%, pouco mais de 5.000 toneladas, correspondem à recolha multimaterial, onde se incluem o plástico e metal, vidro e papel.

No ano passado, os valonguenses encaminharam para reciclar, através dos 309 ecopontos e três ecocentros existentes no concelho, cerca de 958 toneladas de papel/cartão, 876 toneladas de plástico e metal e 1.226 toneladas de vidro.

No total, em 2016, cada habitante de Valongo produziu 497 quilos de lixo. Abaixo ficaram Matosinhos e Vila do Conde (409 quilos) e Póvoa do Varzim (496). Espinho, Gondomar e Maia ultrapassaram os 541 quilos de resíduos sólidos urbanos produzidos por habitante, por ano. O Porto ficou pelos 502 quilos.

 

Metas de reciclagem para 2020 longe de serem alcançadas

Dados do Observatório de Resíduos da Lipor

As metas definidas para a Lipor implicam que, em 2020, a média de reciclagem por habitante/ano deste sistema de gestão de resíduos chegue aos 50 quilos. Neste momento, mostram os dados, a média vai nos 42,43 quilos por habitante/ano.

As metas são diferentes para cada concelho. Sendo que, em Valongo, em 2020, cada habitante deveria reciclar quase 45 quilos de lixo/ano. Actualmente, o valor ronda os 28,62 quilos.

Gondomar é o único concelho com números mais baixos, com uma média de 25,47 quilos por habitante/ano.

Maia e Porto são os concelhos da Lipor onde é feito maior volume de recolha selectiva por habitante, 61,83 e 54,27 quilos por habitante/ano.

Para conhecer os dados de todos os concelhos pode consultar o Observatório de Resíduos da Lipor. Trata-se de um portal com informação estatística actualizada relativa à gestão e tratamento de resíduos urbanos na área de intervenção deste Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto.