PSD quer metro em Valongo. José Manuel Ribeiro defende Linha de Leixões para passageiros

Tema foi debatido em reunião de executivo. “O metro há-de um dia chegar ao concelho de Valongo”, anteviu o autarca, falando numa possível ligação a Ermesinde através da Maia

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Os vereadores eleitos pelo PSD em Valongo aproveitaram a reunião de executivo para perguntar o porquê de o concelho ficar de fora da nova expansão prevista para a rede de linhas do Metro do Porto.

Miguel Teixeira lembrou que está previsto uma “bazuca” de 1,2 mil milhões de investimentos da União Europeia no metro e que Valongo está, mais uma vez, “de fora”. “Estão previstas novas linhas em fase final de projecto e não vejo em nenhuma linha para Valongo. É estranho porque existe uma linha parcialmente desactivada que é a Linha de Leixões que podia ser usada para o metro”, afirmou, dizendo que isto coloca o concelho na cauda da Área Metropolitana do Porto e que é estranho numa altura em que a autarquia até é “da mesma cor do Governo”. “Podia ter feito mais um bocadinho”, disse ao presidente da Câmara.

 

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“A questão do metro é uma questão que já vivi. Já fiz intervenções parecidas com a sua, quando estava na oposição, depois percebi que estava errado”, respondeu José Manuel Ribeiro.

“Desde que sou presidente de Câmara percebi que o metro há-de um dia chegar ao concelho de Valongo, por uma única via, pela Maia, até Águas Santas, uma linha estudada há muitos anos, que é um compromisso, mas que não está metida nesta leva. É uma linha que faz sentido”, descreveu o autarca. Nessa altura, “vai ser lógico que haja uma ligação até Ermesinde”. “Se fizerem a ligação a Águas Santas, não tenho dúvidas que aí haverá mais uma ligação ao Porto para além dos STCP e caminho de ferro, também de metro. De outra forma é muito difícil”, sustentou ainda.

Mas, o enfoque do presidente da Câmara de Valongo está na Linha de Leixões, que só está a ser usada para carga e que tem potencial para o concelho. “Tenho-me batido publicamente para que a linha seja reabilitada e novamente utilizada para transporte de passageiros, e há abertura para isso, e para fazer a extensão até ao aeroporto”, afirmou, aludindo a estudos recentes. “Defendemos que a linha seja reaberta, com melhoria dos apeadeiros e é como se fosse uma autêntica linha de metro. Vi sempre a Linha de Leixões como fundamental para a cidade de Ermesinde”, referiu José Manuel Ribeiro.

“Eu também gostava de ter linha do metro, mas temos de pensar de forma estratégica”, admitiu o edil, lembrando que a Linha de Leixões já está prevista no Plano Nacional de Investimentos, enquanto pedir uma linha de metro é “falar de coisas que não existem”.

“Estou mais focalizado no que se pode fazer já com o que temos”, atestou.

Linha de Leixões deve ligar comboio de alta velocidade Porto-Vigo ao aeroporto do Porto

O presidente da Câmara de Valongo emitiu, entretanto, um comunicado em que saúda o anúncio governamental de uma nova ligação ferroviária de alta velocidade entre o Porto e Vigo e defende que esta deve ser potenciada com uma ligação ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, em Pedras Rubras, através da modernização da Linha de Leixões.

“A visão estratégica que o Governo revela ao decidir ligar com comboios de alta velocidade o Porto à Galiza tem de incluir, como óbvio, uma ligação ferroviária ao aeroporto do Porto: o planeamento estratégico de uma nova linha Porto-Vigo não pode excluir a sua articulação com o transporte aéreo”, afirma José Manuel Ribeiro. “Essa articulação é indispensável e deve ser feita através da Linha de Leixões, a qual, não só já existe, como todos os dias funciona para mercadorias, estando electrificada em toda a sua extensão – só precisa de ser modernizada e adaptada ao trânsito de passageiros”, sustenta.

Segundo o autarca, a linha férrea atravessa uma zona com 250 mil residentes a menos de 15 minutos a pé dos seus apeadeiros e estações e cruza com quatro linhas do Metro do Porto em estações que são potenciais interfaces, entroncando ainda nas linhas do Norte, do Minho e do Douro.

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