O arranque da candidatura do PSD à Câmara Municipal de Paços de Ferreira não está a ser feliz. Depois de um mandato em que a motivação política se limitou a questões menores, vulgo faits divers, esperava-se que esta inação tivesse por base a preparação de um projeto alternativo e centrado nas prioridades do concelho para o futuro. Pois bem, a pouco menos de 5 meses das eleições o PSD, aos costumes, continua a dizer nada. Uma das interpretações legítimas que pode ser feita é que, bem vistas as coisas, a forma como decorreu o atual mandato e as linhas orientadoras para o futuro protagonizadas pela atual liderança socialista, não deixam qualquer margem para a apresentação de propostas diferentes. Pelo que, à falta de melhor, recorre-se a estados de alma do tipo “vai correr bem”.

No entanto, de forma objetiva e com a máxima imparcialidade possível a quem, como eu, reconhece o enorme mérito da atual gestão municipal, o balanço destes 4 anos é claro: correu bem, muito bem mesmo. Aliás recordo-me de, na noite das últimas eleições, ao mesmo tempo que dava os parabéns ao novo Presidente da Câmara Municipal, dizer-lhe que apesar das enormes dificuldades que iria encontrar, eu tinha a certeza que ele e a sua equipa saberiam estar à altura deste gigantesco desafio. Passados quase 4 anos, não me enganei.

É por todos conhecido e reconhecido os pesadíssimos dossiers deixados pela anterior liderança do PSD. Por outro lado, a dramática situação financeira da Câmara tornou a gestão diária um autêntico inferno. Felizmente, com muito trabalho e tendo sempre como único objetivo a defesa intransigente do interesse público, um conjunto de vitórias foram sendo alcançadas. Até mesmo aquelas que, alguns, batizaram de missão impossível!

Ao mesmo tempo que se conseguiu reduzir a enorme dívida em cerca de 15 milhões de euros (até final do ano de 2016), foi possível honrar todos os compromissos eleitorais assumidos junto dos pacenses. Taxa do IMI no mínimo legal (durante os 4 anos do mandato), oferta dos manuais escolares (alargada agora até ao 12º ano), fim da taxa de disponibilidade na fatura da água e saneamento (a que acresce a redução, para metade, do preço da água), médico de família para todos os pacenses (objetivo integralmente cumprido bem antes do final do mandato), recuperação em larga escala de uma rede viária que se encontrava em estado calamitoso, internacionalização da marca Capital Europeia do Móvel, redução da taxa de desemprego para mínimos históricos, crescimento sustentado e forte das empresas e indústrias do concelho, são alguns dos exemplos que retratam, fielmente, o presente mandato do PS.

Como sempre acontece em atos eleitorais, as escolhas dos eleitores deverá ter por base quer o balanço do trabalho realizado por quem esteve no poder, mas também por quem exerceu as nobres funções de oposição, quer naturalmente os projetos para o futuro. Com a humildade de sempre, mas conscientes e orgulhosos do extraordinário trabalho realizado estes 4 anos, no PS e também no concelho, acreditamos que serão muitos mais os pacenses a confiar o seu voto na equipa liderada por Humberto Brito.