O Centro Escolar de Arreigada, em Paços de Ferreira tem, a partir de agora, um recreio natural com espaços que convidam à descoberta e à aprendizagem e que inclui uma casa do hobbit, um charco para observação e conservação da biodiversidade, um hotel para insetos, uma cerca de madeira morta destinada a criar habitats para pequenas espécies, uma horta biológica, um compostor, cabanas naturais construídas com ramos de podas, um baloiço rotativo e uma sala de aula ao ar livre equipada com uma original biblioárvore e ainda um percurso de equilíbrio.
“É um verdadeiro laboratório vivo onde as crianças podem explorar os ciclos da natureza, compreender a importância da biodiversidade, desenvolver competências práticas e fortalecer a sua ligação ao meio envolvente” e onde cada elemento foi pensado “para proporcionar experiências educativas significativas, conciliando brincadeira, aprendizagem e sensibilização ambiental”, diz a autarquia, no dia em que cortou a fita ao espaço e hasteou a bandeira Eco-Escola.
Um dos aspetos mais marcantes deste projeto é que os alunos do Centro Escolar de Arreigada participaram conceção do recreio, na preparação e implementação, contribuindo com ideias e trabalho. O que permitiu “reforçar o sentimento de pertença e responsabilidade pelo espaço, transformando o recreio numa criação coletiva da comunidade escolar”, diz a autarquia, que esteve representada pelo presidente do município, Paulo Ferreira, e a vereadora com o pelouro da Educação, Amância Santos.

A edilidade acredita que este recreio natural será “uma referência a nível regional” e, quem sabe, “um dos exemplos mais completos deste género em contexto escolar em Portugal”.
Num período em que o tempo passado ao ar livre assume uma importância crescente para o desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo das crianças, a autarquia de Paços de Ferreira defende que estes espaços representam “uma resposta educativa de elevada qualidade”. E a verdade é que, diversos estudos demonstram que “o contacto regular com elementos naturais favorece a autonomia, a capacidade de resolução de problemas, a criatividade, a concentração, a cooperação entre pares e o bem-estar emocional, contribuindo simultaneamente para uma maior consciência ambiental desde os primeiros anos de vida”, conclui o município.











































