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O Projeto “Serras do Porto Natura 2030” representa um investimento superior a 1,7 milhões de euros, financiado pelo FEDER, através do programa NORTE 2030, o que vai permitir a reabilitação de 8,4 quilómetros de linhas de água dos três municípios associados, Gondomar, Paredes e Valongo, e que visam ações de conservação da natureza, restauro ecológico ecológico e adaptação às alterações climáticas no território.

O projeto, que contou também com o parecer da CCDR NORTE, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e da Agência Portuguesa do Ambiente,  foi apresentado hoje na presença do presidente do Conselho Executivo da Associação de Municípios Parque das Serras do Porto, Alexandre Almeida, assim como os autarcas de Gondomar, Luís Filipe Araújo, e de Valongo, Paulo Esteves Ferreira.

Foi no Parque da Senhora do Alto que Alexandre Almeida destacou que os municípios depositam muita expectativa neste Parque como “ponto de intervenção futura para que as empresas possam adquirir créditos de carbono e assim ajudem a exponenciar o trabalho” que tem vindo a ser feito.

Das várias intervenções previstas, o projeto procura dar resposta às principais ameaças identificadas no território, como a presença de espécies exóticas e invasoras, a degradação de linhas de água, a pressão humana e a perda progressiva de habitats sensíveis.

Estão ainda previstas outras iniciativas como a instalação de estações meteorológicas, sensores de fauna, câmaras de monitorização e um drone, que permitirão recolher dados rigorosos e acompanhar, em permanência, a evolução das áreas intervencionadas. 

Já no domínio social e educativo, o projeto prevê ações de sensibilização para diversos públicos, a edição de um livro infantojuvenil, a criação de uma peça de teatro e ações de voluntariado.

O que é o Projeto “Serras do Porto Natura 2030”

Financiado pelo NORTE 2030, o projeto Serras do Porto Natura 2030 visa a conservação da natureza, o restauro ecológico e a adaptação às alterações climáticas no território que envolve aquele espaço. Abrangendo cerca de 6.000 hectares distribuídos pelos municípios de Gondomar, Paredes e Valongo, esta ação visa dar resposta às principais ameaças identificadas no território, como a presença de espécies exóticas e invasoras, a degradação de linhas de água, a pressão humana e a perda progressiva de habitats sensíveis.

A operação centra-se no reforço do conhecimento científico e na gestão ativa dos ecossistemas. Para isso, inclui um conjunto de ações de monitorização inovadoras, como o uso de ADN ambiental para inventariar espécies aquáticas e detetar fauna de difícil observação, a monitorização sistemática da avifauna, das libélulas, da salamandra-lusitânica e dos microbiótopos presentes nas antigas minas romanas. O projeto integra ainda a instalação de estações meteorológicas, sensores de fauna, câmaras de monitorização e um drone, que permitirão recolher dados rigorosos e acompanhar, em permanência, a evolução das áreas intervencionadas, como se lê, em nota de imprensa.

Um dos elementos estruturantes deste investimento é o restauro ecológico de habitats prioritários, com destaque para as charnecas secas europeias, as galerias ripícolas e as depressões turfosas. A intervenção em mais de 110 hectares visa controlar espécies invasoras como acácias, háqueas e erva-pinheirinha, promovendo a regeneração natural e a recuperação do coberto vegetal autóctone. Paralelamente, o projeto desenvolve medidas específicas de proteção de flora rara e ameaçada.

Entre as ações mais relevantes destaca-se também a aquisição de dois terrenos na zona das Águas Férreas, em Santa Justa, área de importância crítica para a reprodução da salamandra-lusitânica e onde se localizam minas romanas consideradas refúgios ecológicos únicos. Esta compra permitirá garantir a gestão pública e contínua de um dos locais mais emblemáticos para a conservação desta espécie vulnerável.

O projeto investe então na reabilitação de 8,4 quilómetros de linhas de água, recorrendo a soluções baseadas na natureza para recuperar margens, estabilizar taludes, controlar espécies invasoras, melhorar a qualidade da água e reforçar a conectividade ecológica ao longo dos rios Ferreira e Sousa. Estas intervenções contribuirão para aumentar a resiliência do território a fenómenos climáticos extremos e para restaurar habitats essenciais a inúmeras espécies protegidas.

Na vertente social e educativa, o projeto implementará um plano de comunicação abrangente, com a criação de conteúdos audiovisuais, gestão de plataformas digitais e ações de sensibilização para diversos públicos. Está prevista a edição de um livro infantojuvenil, a criação de uma peça de teatro, múltiplas sessões educativas para escolas, famílias e atores locais, bem como o desenvolvimento de ações de voluntariado dedicadas ao controlo de invasoras e à plantação de espécies nativas.

O Serras do Porto Natura 2030 que, assim, contribuir para uma “paisagem mais saudável, equilibrada e preparada para os desafios das próximas décadas”.

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