Foto: Pexels/Tom Fisk (DR)
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11 pessoas foram acusadas da prática de “diversos crimes de furto qualificado” de 31 automóveis para desmantelarem e venderem as peças e componentes. Os furtos aconteceram em Valongo, Lousada, Vila Nova de Gaia, Espinho, Ovar, Albergaria-a-Velha, Matosinhos, Gondomar, Rio Tinto, Oliveira de Azeméis, Viseu e Mealhada. Os veículo eram, na sua maioria, das marcas Renault, Peugeot e Fiat.

O grupo está ainda indiciado de falsificação de documentos, sendo que dois elementos respondem também por crimes de condução sem habilitação legal e um outro por crimes de tráfico de estupefaciente e detenção de arma proibida, revela nota da Procuradoria Distrital do Porto.

O grupo agia de forma “concertada” e foi liderado por dois dos arguidos” por um período que se estendeu entre 2023 e novembro de 2025, altura da detenção.

Para conseguirem as viaturas, os arguidos recorriam “à assinatura digital programada nas unidades centrais (centralinas)” dos carros e usavam matrículas falsas quando os retiravam dos locais onde estavam estacionados. Depois, e de forma a evitar que os proprietários os pudessem localizar, através de sistemas de geolocalização, deixavam-nos em “diferentes locais da via pública por dias” até os levarem para armazéns ou oficinas, onde os desmontavam e vendiam as peças. 

Segundo o Ministério Público, o valor dos furtos ronda os cerca de 700 mil euros, quantia que foi requerida que fosse declarada a perdida a favor do Estado, “com a consequente condenação dos arguidos no seu pagamento, por se tratar da vantagem da atividade criminosa, e sem prejuízo dos direitos dos ofendidos”.

Cinco dos arguidos estão sujeitos a medidas de coação, sendo que dois se encontram a aguardar julgamento em prisão preventiva e três estão com pulseira eletrónica.

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