Foto: Andre DELHAYE (DR)

A companhia de teatro Seiva Trupe está de regresso ao palco com “Uma Noite de Solidão no Capim”, numa abordagem sem complexos à guerra colonial”, como já afirmou Castro Guedes, autor do texto e encenador da peça, que sobe aos palcos dos auditórios da Associação de Socorros Mútuos, em Freamunde, no dia 26 de abril, às 21h30, e do Salão Paroquial de Sanfins, Paços de Ferreira, dia 27, à mesma hora.

A peça, que conta com o cenário sonoro do músico Fuse (ex-Dealema), desenrola-se em África, algures no meio do capim, na noite de 24 para 25 de Abril de 1974. A ação é desencadeada por um encontro inesperado entre um africano, interpretado por Óscar Branco, e um caucasiano, por Fernando André, ambos em fato militar. A partir daí, dois homens de ideias e lutas opostas confrontam-se sozinhos no meio do Capim.

“O medo e desconfiança um do outro vai desvanecendo à medida que partilham um outro medo: animais ferozes; e partilham recordações, cigarros, cervejas, solidão”, revela a assessoria da Seiva Trupe.

Este é um espetáculo de “emoções fortes e suaves, uma visão humanista e uma leitura da guerra quando, da abstração cega em ‘corpo formado para o combate’, um homem se vê defronte de outro homem fora do cenário desse combate”.

“Noite de Solidão no Capim” é assim “um espetáculo que aborda de forma sensível e impactante a guerra colonial portuguesa, uma parte importante, e muitas vezes esquecida, da nossa história”, sublinha ainda a assessoria do Seiva Trupe.

Os bilheteiras estão à venda em Bol.pt ou nos locais do espetáculo.