Entre mais de 60 países, o Município de Lousada recebeu hoje, a par de Medellín, na Colômbia, e São Paulo, no Brasil, o Prémio Internacional das Cidades Educadoras de Boas Práticas de Educação como Fonte de Inclusão e Coesão Social, numa cerimónia que decorreu em Granollers, na cidade de Barcelona, em Espanha.
Através do projeto Biogerações, que coloca os jovens lousadenses em atividades com os movimentos seniores do concelho na área ambiental, Lousada recebeu a distinção máxima internacional, entre candidaturas da Coreia do Sul, Argentina, Itália, Espanha, Brasil, entre outras.
Deste modo, o município português, representado pelo autarca Nelson Oliveira, foi considerado, como uma referência, na área da educação à escala mundial.

Refira-se que o galardão foi atribuído por um júri internacional, composto por especialistas na matéria e representantes do Comité Executivo da Associação Internacional das Cidades Educadoras (AICE), a promotora desta iniciativa. No total, foram avaliadas 61 candidaturas, de 48 cidades e 10 países.
Segundo a organização, e “dada a relevância, riqueza e pluralidade das experiências analisadas, a seleção não foi uma tarefa fácil”, mas o “Programa de Educação Ambiental Biogerações: A Natureza a Unir Gerações” acabou por conquistar a comissão de seleção.
Lousada pode servir de inspiração para outros municípios
O júri justifica que valorizou o projeto de Lousada “pelo seu contributo para a aprendizagem ao longo da vida”, elencando que, não só promove um diálogo intergeracional, mas recupera a sabedoria das pessoas seniores e incentiva as gerações mais jovens a cuidarem e preservarem o meio ambiente.
É que, e “perante a tripla crise que enfrentamos – climática, ecológica e de poluição -, iniciativas como esta, reforçam a sensibilidade ambiental, oferecem esperança e transformam realidades, promovendo a inclusão e o diálogo entre diferentes faixas etárias através da educação”.
Por isso, estes projetos “são mais urgentes do que nunca”, afere ainda aquele organismo que acredita que esta ideia vá servir de “inspiração” para outros municípios aquando o desenho das políticas municipais, que têm que ter por base a construção de “cidades mais educadoras e inclusivas e que não deixem ninguém para trás”.











































