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O vereador Nuno Serra anunciou, na noite de quinta-feira, em plena Assembleia Municipal de Paredes, a sua desfiliação do PSD e a passagem à condição de independente, uma decisão que reduz de quatro para três o número de vereadores social-democratas no executivo municipal.

Perante o plenário, o autarca justificou a decisão como o resultado de uma reflexão prolongada. “Pedi ao senhor presidente da Assembleia para intervir porque quero comunicar uma decisão que é para mim o resultado de uma ponderação profunda e que decorre de um percurso político longo e exigente ao serviço do Concelho de Paredes”, afirmou.

Nuno Serra, que conta com mais de duas décadas de atividade política, incluindo 12 anos como presidente da Junta de Freguesia de Lordelo, destacou o seu percurso de proximidade às populações. “Assumi sempre as minhas responsabilidades com total dedicação, proximidade às populações e sentido de dever público”, disse.

O agora vereador independente apontou, contudo, uma mudança no reconhecimento desse trabalho dentro do partido. “Contudo, ao longo do tempo, fui percebendo que esse modelo de compromisso assente no trabalho, no terreno e na ligação direta às populações deixou de ser devidamente valorizado no contexto político-partidário em que me seria.”

Numa crítica direta à evolução interna do PSD, acrescentou: “E quando um partido que nasceu na visão de Sá Carneiro, como partido do poder local, quando esse partido deixa de valorizar quem está no terreno, tem um problema que vai muito além de uma pessoa.”

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Perante esse cenário, formalizou a rutura: “Entendi por coerência com o meu percurso, com a minha consciência e com aquilo em que acredito, suspender a minha militância partidária e passar a partir de hoje a exercer funções como vereador independente no Concelho de Paredes.”

Apesar da mudança, garantiu continuidade no exercício de funções: “Não abandono as minhas funções e não mudo de valores, mudo de condição para os melhor poder cumprir.”

Já esta sexta-feira de manhã, o PSD de Paredes reagiu em comunicado, classificando a decisão como “pessoal e unilateral” e lamentando a saída do autarca. O partido assegura que manterá a sua atuação na oposição ao executivo socialista, reiterando críticas à gestão municipal.

A desfiliação de Nuno Serra traduz-se, ainda assim, numa perda direta de representação para o PSD no executivo camarário, num episódio que evidencia tensões internas numa estrutura que insiste em afirmar-se como alternativa política no concelho.

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