Foto: Freepik

O terreno já está escolhido e falta apenas prepará-lo. Por isso, é esperado que na Primavera do próximo ano arranque o projecto Horta no Ponto – Hortas Biológicas da Cidade de Penafiel.

Serão 22 talhões, com 50 metros quadrados cada um, complementados com área de abrigo comunitário, que inclui cacifos individuais para armazenamento de utensílios agrícolas e zonas de circulação e pontos de acesso a água de rega.

O objectivo do projecto, explica a vereadora do Desenvolvimento Rural da Câmara de Penafiel, Susana Oliveira, serão abertas candidaturas para explorar os talhões, havendo critérios de selecção como a proximidade e a condição social. “Será dada prioridade às famílias com mais carências, para dar uma ajuda à economia familiar”, dá como exemplo. Os seleccionados terão acesso a formação para aprenderem técnicas de produção em modo biológico e que produtos podem ou não aplicar. A aposta no biológico deve-se a uma questão de segurança e qualidade alimentar, assim como a questões de saúde e de protecção dos solos. “Tudo o que produzirem é para consumo próprio, não é para comércio”, salienta também a vereadora.

Pelo uso da água e também por uma questão de “responsabilização”, os responsáveis pelos talhões terão de pagar uma taxa simbólica de cinco euros mensais.

Susana Oliveira adianta que esta primeira horta será “um teste”, mas que gostava de ver o projecto replicado noutros locais do concelho.

De acordo com o regulamento aprovado, os talhões ficam junto à Rua Cerrado do Tanque (Santa Luzia), querendo este projecto, entre outros, responder às necessidades crescentes de contacto com a natureza, e em particular, com o mundo rural e estimular o gosto pelas práticas agrícolas saudáveis para consumo, constituindo-se como uma ajuda na economia familiar.

Pode candidatar-se a utilizador qualquer cidadão, maior de 18 anos, que pretenda ter uma horta biológica e que seja residente no município de Penafiel. Depois, serão aplicados critérios de selecção, como a proximidade da residência ao local, considerando a viabilidade de deslocação a pé, o facto de ser beneficiário do subsídio de desemprego ou rendimento social de inserção, será avaliado o rendimento familiar e o número de crianças e idosos que o integram, entre outros.

Todos os utilizadores terão acesso a um ponto de água; acesso a espaço de armazenamento colectivo de armazenamento de pequenas alfaias agrícolas; um compostor individual e apoio técnico, sempre que necessário, assegurado pela Cooperativa Agrícola de Penafiel.

Mas têm também deveres, como a necessidade de frequentar a já referida acção de formação em agricultura biológica, assim como zelar pelo espaço e cultivá-lo, utilizar apenas técnicas de cultivo biológico, promover o controlo de pragas e doenças e usar racionalmente a água, entre outros. Entre as coisas vedadas estão, por exemplo, plantar árvores de fruto ou cultivar espécies proibidas ou consideradas invasoras, colocar correntes ou vedar o acesso aos talhões ou realizar actividade pecuária no local. “A defesa do ambiente e a preservação das boas práticas agrícolas é um dever dos utilizadores, pelo que a utilização de produtos fitofarmacêuticos e fertilizantes, que não sejam considerados no modo de produção biológica, está proibida”, salienta ainda o município.

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