A verba para as obras de ampliação do Hospital Padre Américo não consta do Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), divulgado ontem pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, por isso a Câmara Municipal de Penafiel já anunciou que enviou um ofício ao Governo a pedir esclarecimentos.
Para o autarca de Penafiel, Pedro Cepeda, “o importante não é o instrumento de financiamento. O essencial é que a obra avance, seja através do PRR, do Portugal 2030 ou do Orçamento do Estado”, frisou em nota de imprensa, elencando que “esta é uma obra cuja necessidade é hoje consensual”, mas é imperioso saber quando começa.
O município recorda que o Orçamento do Estado para 2026, no artigo 166.º, reconhece a necessidade de investimento na Unidade Local de Saúde (ULS) do Tâmega e Sousa, o que reforça a convicção que este é um projeto prioritário para a região.
Foi em janeiro último que a Ministra da Saúde esteve em Penafiel, onde, numa reunião com a autarquia e o Conselho de Administração da ULS do Tâmega e Sousa, reconheceu as dificuldades sentidas pela unidade hospitalar e a necessidade da sua ampliação, relembra a Câmara Municipal, no mesmo documento.
“Governo não vai falhar com as pessoas da região” – Pedro Cepeda
É que a ULS do Tâmega e Sousa é uma das maiores do país em termos de população servida, abrangendo cerca de 500 mil pessoas. Por isso, Pedro Cepeda diz estar atento ao processo e “convicto de que o Governo não vai falhar com as pessoas desta região. O Primeiro-Ministro conhece o território, tem sensibilidade para os seus desafios e sabe da importância deste investimento”, frisou.
No que diz respeito aos organismos locais envolvidos, é certo que o processo de ampliação do hospital continua a avançar e, na passada semana, a autarquia e a administração da ULS Tâmege e Sousa reuniram para uma análise aos terrenos disponíveis, às questões de mobilidade e necessidades infraestruturais associadas ao projeto.
Pedro Cepeda reitera assim que o tempo de espera para esta obra “já foi demasiado longo”, à semelhança do que aconteceu com o IC35, mas, e ainda assim, quer acreditar que “este processo conhecerá avanços decisivos”.
PTRR com envelope de 22,6 mil milhões de euros e horizonte de nove anos
O programa “Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência” (PTRR) vai ter um envelope financeiro global de 22,6 mil milhões de euros e um horizonte temporal de nove anos.
O montante global está dividido entre fundos públicos nacionais (37%), financiamento privado (34%) e fundos europeus (19%), de acordo com um documento apresentado por Luís Montenegro que explicou que o PTRR está dividido em três pilares: recuperar, proteger e responder, em 15 domínios, com 96 medidas.













































