Foto: Freepik (DR)
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O Complexo Desportivo de Lousada prepara-se para receber, de 1 a 3 de maio, a 3.ª edição Torneio Zé do Telhado.

Recorde-se que, a primeira edição deste evento recebeu 61 jogadores, naquela que foi a maior prova C do calendário e uma grande festa do ténis da região, sendo que no ano passado, participaram 50 tenistas.

Esta prova pretende “ser uma boa experiência para aqueles que estão a começar a participar em provas oficiais da Federação Portuguesa de Ténis”, sublinha a autarquia.

Numa primeira fase, o Torneio Zé do Telhado é disputado em grupos de 3/4 jogadores e, depois, os apurados jogam por eliminatórias. Todos os encontros decorrem em short sets, com a garantia que cada jogador jogará no mínimo singulares e um par.

Pretende-se que esta edição do Torneio Zé do Telhado leve os participantes a recordar que este ano se comemoram os 201 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-1890), escritor do sec. XIX. Ele também foi um “rebelde” e fez amizade com o Zé do Telhado quando ambos estiveram presos no Porto, em 1859.

Mais tarde, em “Memórias do Cárcere”, Camilo Castelo Branco escreveu sobre este popular “bandido rebelde”, que assaltava os ricos para dar aos pobres, atos que o tornaram num herói popular para as gentes da região Vale do Sousa.

Quem foi o Zé do Telhado

José Teixeira da Silva nasceu em Penafiel em 1818 e morreu em 1875. Teve uma carreira militar de destaque nos “Lanceiros da Rainha” e, durante a revolta da Maria da Fonte, em 1846, salvou a vida do general Sá da Bandeira, o que lhe valeu a condecoração com o grau de Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada. Contudo, por ter apoiado o lado derrotado na guerra civil acabou por ser expulso do exército.

Sem meios de subsistência e perseguido politicamente, formou uma quadrilha no Marão que espalhou o terror entre as casas senhoriais do norte de Portugal. A sua fama cresceu devido a atos de “justiça social”, já que 10% do produto dos roubos dava aos mais pobres.

Ficou conhecido por este apelido porque nasceu no Lugar do Telhado, na freguesia de Castelões, em Penafiel, sendo que, naquela época, era muito comum as pessoas serem identificadas pela aldeia ou quinta de onde vinham como “José do Lugar do Telhado” que acabou por ser encurtado para o nome que o tornou lendário.

Em 1859, foi condenado ao degredo perpétuo em Angola, onde reconstruiu a sua vida como comerciante e curandeiro em Malanje. Morreu em 1875, mantendo até ao fim o respeito das populações locais.

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