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O Município de Penafiel assinalou o 256.º aniversário da elevação de Arrifana de Sousa a cidade de Penafiel, numa cerimónia solene que juntou autarcas, instituições, associações e comunidade no Ponto C – Cultura e Criatividade.

A data evocou o ano de 1770, marco fundador da identidade atual do concelho, reafirmando uma história que, como sublinhou o Presidente da Câmara Municipal, Pedro Cepeda, “começou muito antes de sermos cidade”, lembrando a importância histórica do Monte Mozinho como testemunho das raízes ancestrais do território.

As comemorações iniciaram-se durante a manhã com o hastear da Bandeira da Cidade nos Paços do Concelho, seguido de eucaristia em memória dos autarcas e funcionários falecidos. Da parte da tarde, o Ponto C acolheu a receção institucional, um apontamento histórico evocativo da evolução de Arrifana de Sousa a cidade e um momento musical protagonizado pelo penafidelense Xavier Nunes.

O ponto alto das celebrações foi a Sessão Solene Evocativa, durante a qual foram atribuídas as Medalhas Honoríficas do Município, distinguindo personalidades e instituições que se destacaram pelo seu contributo para o desenvolvimento e prestígio de Penafiel.

Foram agraciados com a Medalha de Ouro do Concelho António José de Sousa Pinto, João da Silva Almeida e Manuel Vieira Lopes, pelo seu percurso de dedicação exemplar ao serviço público e à comunidade penafidelense. Recebeu ainda a mesma distinção o Clube de Caça e Pesca local, que celebra mais de 50 anos de atividade, que tiveram um “relevante contributo para o desporto, o associativismo e a projeção do nome do concelho”, sublinha a autarquia.

Foi ainda atribuída a Medalha de Mérito Municipal Dourada ao arquiteto Nuno Melo e Sousa, pelo seu percurso profissional e pelo contributo notável para a arquitetura, elevando o nome do concelho, não só em Portugal, mas no estrangeiro.

Na sua intervenção, Pedro Cepeda destacou que celebrar a elevação a cidade é “um ato de reconhecimento da nossa história e uma forma de alimentar a identidade coletiva”, sublinhando a responsabilidade de preservar e valorizar o património, dando como exemplo a recente integração do Aqueduto do Mosteiro de Bustelo no domínio público municipal.

Tragédia de Entre-os-Rios sempre presente nas comemorações

A cerimónia ficou igualmente marcada pela evocação dos 25 anos da tragédia da queda da Ponte Hintze Ribeiro, cuja memória será assinalada com a inauguração de um memorial em Entre-os-Rios, em homenagem às vítimas e às forças envolvidas na operação de resgate. O autarca reafirmou ainda o compromisso com a concretização do IC35, considerando-o “um ato de justiça e um passo decisivo para o território”, o que vai ter “impacto direto na coesão, desenvolvimento económico e valorização das zonas ribeirinhas e termais do concelho”.

Numa mensagem dirigida à comunidade, o edil reforçou que “governar exige responsabilidade, coragem e foco nas pessoas, assumindo o compromisso de continuar a trabalhar com seriedade, proximidade e determinação”.

A celebração dos 256 anos de cidade prolonga-se ao longo do mês com diversas iniciativas institucionais, culturais e comemorativas.

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