A tradição mantêm-se em Penafiel com o regresso da Rota e do Festival da Lampreia, dois eventos que colocam nos pratos de restaurantes do município o peixe do rio que não agrada a todos os paladares, mas apelidado de iguaria por tantos outros. Goste-se ou não, a verdade é que o sabor não deixa ninguém indiferente, pesando o facto de ser uma raridade aliada a um preço elevado que, este ano, ronda os 130 euros, sendo que cada exemplar permite preparar cerca de três doses individuais.
A Rota da Lampreia decorre entre 27 de fevereiro e 29 de março e envolve 15 restaurantes aderentes do concelho que, neste período, incluem esta iguaria nas suas cartas.
Já o Festival da Lampreia realiza-se nos dias 20, 21 e 22 de março, no Cais de Entre-os-Rios, reunindo vários restaurantes num espaço comum dedicado à degustação e celebração desta iguaria que, no século XVI, era degustada, sobretudo, pela nobreza, ao contrário dos restantes peixes que eram consumidos pelo povo. A lampreia era assim a exceção em tempos de escassez.
Para o município, estas iniciativas não são mais do que formas de “afirmar Penafiel como um destino nacional de referência da lampreia, cruzando gastronomia, tradição e a forte identidade ribeirinha do território”.
Segundo destaca a autarquia, Penafiel é um território onde a lampreia se vive da venda ao prato. Antes da subida do rio Tâmega, provocada pela construção da barragem, também existia a tradição da sua captura, reforçando a ligação histórica da comunidade a este produto e aos rios Douro e Tâmega.
Citado em nota de imprensa, o presidente da Camara Municipal local, Pedro Cepeda, valoriza estes eventos que, aponta, “traduzem a identidade de Penafiel e a ligação aos rios e à gastronomia tradicional”. Para além disso, esta é uma forma de “valorizar os nossos restaurantes, a dinamizar a economia local e afirmar o concelho como um destino gastronómico de referência no país.”











































