A Fundação Gulbenkian vai investir 3,4 milhões de euros no Tâmega e Sousa para apoiar crianças e jovens de grupos sociais vulneráveis da região, de forma a que possam fazer escolhas educativas e profissionais independentes da sua condição socioeconómica.
O Programa Aprender, que vai ser apresentado esta terça-feira, em Penafiel, abrange 38 agrupamentos de escolas dos 11 concelhos da Comunidade intermunicipal do Tâmega e Sousa, oferecendo acompanhamento educativo, mentorias e experiências culturais, bolsas familiares e programas de desenvolvimento parental, especifica a Fundação. Este ano letivo, o projeto apoia 150 alunos, aumentando para 400 em 20027/2028.
A sua implementação no terreno será assegurada por consórcios locais, de âmbito municipal, que reúnem os municípios, as escolas, as organizações sociais e as empresas, com quem serão estabelecidos protocolos de parceria.
A iniciativa conta, ainda, com o apoio da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e do Instituto Empresarial do Tâmega que coordenam toda a implementação na região. Estão envolvidos parceiros como a Associação Portuguesa de Matemática e a Sociedade Portuguesa de Matemática, o British Council, a Class of Wonders, o Knowledgehook ou a Associação para o Voluntariado na Leitura.
“O objetivo é reduzir desigualdades no acesso ao ensino superior, criando mais oportunidades para que os jovens possam fazer escolhas educativas e profissionais independentes da sua condição socioeconómica, para que possam explorar todo o seu potencial de aprendizagem e cada um se torne num modelo positivo de mudança ativa na comunidade”, sublinha a Fundação.
Com esta iniciativa, pretende-se criar “oportunidades para que os jovens possam fazer escolhas educativas e profissionais independentes da sua condição socioeconómica, para que possam explorar todo o seu potencial de aprendizagem e cada um se torne num modelo positivo de mudança na sua comunidade”, para além de “testar e validar metodologias suscetíveis de, posteriormente, contribuir para as políticas públicas de equidade educativa”.
Segundo dados veiculados pela Fundação, em 2023, as escolas portuguesas contavam mais de 400 mil crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. Independentemente das suas capacidades, o número de alunos deste universo a progredir para o ensino superior era, em 2021, quase 65 pontos percentuais inferior ao número registado no universo de alunos sem apoios sociais.
Em 2022, apenas 10% dos filhos de famílias pobres e com poucas qualificações chegaram ao ensino superior.
A apresentação da iniciativa está marcada para às 18:30, no Ponto C – Cultura e Criatividade











































