Foto: Pexels (DR)

É hoje, a partir das 18h30, que a Feira do Livro de Valongo abre portas. Mas esta 29ª edição tem uma grande responsabilidade, uma vez que pretende destacar os 50 anos do 25 de abril e meio milénio do nascimento de Camões, dois acontecimento que fazem parte da jóia da coroa da história de um país, o nosso. Um deles mudou o percurso de Portugal com uma revolução simbolizada por cravos, conseguindo pôr termo a quase meio século de ditadura ao abrir portas à liberdade e à democracia, e, o outro, é o “poeta maior” da língua portuguesa e continua a representar a inquietude dos tempos modernos.

E é com estes dois grandes “capítulos” da História de Portugal que a Feira do Livro de Valongo abre portas hoje, a partir das 18h30, no Parque Urbano de Ermsesinde. O evento termina dia 14.

A oferta é variada, garante a autarquia, e inclui, para além dos tradicionais livreiros, editores e alfarrabistas, apresentações de livros, atividades performativas a partir de obras literárias, espetáculos de teatro, dança e música.

Por exemplo, domingo, às 21h00, há “Cantos de abril – 50 anos depois”, pelas vozes de Daniel Pinto Coelho e Francisco Moreira, seguindo-se, uma hora mais tarde, o teatro com “25 de Abril em Multimédia”, pelo Grupo Casca de Nós & Orfeão, da Associação Académica Social de Ermesinde.

Segunda-feira, a Associação Sociocultural “Os Filhos da Pauta” sobe ao palco da feira com o teatro de marionetas, “A menina do Mar”, de Sophia de Mello Breyner Andresen. À mesma hora é apresentado o livro “O Bosque da Luz”, de Luísa Maria Cabral. À noite, Filipe Bacel dá a conhecer a sua obra ”O Meu Erro Foi Não Saber Amar-te”.
Momentos Mágicos, pela Associação Museu da Magia Portugal, o concerto “Camões – 500 anos: História, Música
e Poesia”, pelos Vox Angelis, assim como uma noite branca e dos bombos, com a assinatura da Junta de Freguesia de Ermesinde, e um espetáculo de narração oral, com a contadora de histórias Mariana Machado, fazem parte da lista de propostas paralelas a uma Feira do Livro que promete encher o Parque Urbano e cujo programa completo pode ser consultado na página da Câmara Municipal de Valongo.

A fita da Feira do Livro é cortada hoje, às 18h00, e termina à meia-note. De domingo a 13 de julho funciona das 15h00 às 23h00, sendo que no último dia pode ser visitada das 15h00 às 20h00.

Há 50 anos Celeste Caeiro perguntou a um soldado se precisava de alguma coisa, este disse-lhe apenas que queria um cigarro. Mas a mulher, que sofria dos pulmões e nunca fumou, deu-lh um cravo, que o militar colocou no cano da arma e que acabaria por ser o símbolo da revolução.

Meio século depois, e até dia 14, o emblema de Valongo é o livro que pode ser adquirido e oferecido. Será, talvez, uma forma de mostrarmos que, 50 ou 500 anos depois, a liberdade e a genialidade da lingua portuguesa se representam em papel.

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