Tiveram lugar no passado dia 3 de março, as cerimónias comemorativas da elevação de Penafiel ao estatuto de cidade.

E a nossa bonita e singular cidade conta já com 249 anos de existência, o que a torna no leque restrito das cidades mais antigas do norte e mesmo do país, sendo de resto a segunda cidade mais antiga do distrito do Porto.

Um dos momentos mais fortes destas comemorações é a já tradicional sessão solene, onde, além das homenagens às personalidades de Penafiel que se vão distinguindo nas mais diversas áreas, este ano serviu também para se reforçarem os laços de amizade com a cidade francesa de Sainte Geneviève de Bois, com a qual estabelecemos um protocolo de geminação há 20 anos.

As personalidades distinguidas este ano pela nossa edilidade, estão ligadas às áreas do socorro e da protecção civil.

Os critérios de atribuição das medalhas honoríficas nem sempre são fáceis de se cumprirem, sendo certo que, quem atribui as condecorações não pode nem deve banalizar os galardões, caso contrário, as homenagens passam a actos triviais, o que não está na génese nem escopo que as medalhas honoríficas visam.

Todavia, se há tema que todos têm que estar unidos, é justamente este, o da atribuição das medalhas honoríficas, porquanto o regulamento aprovado para o efeito, exige, não só a presença de todo o executivo municipal como até unanimidade na votação.

Mais uma vez, Penafiel esteve à altura dos seus pergaminhos, e a todos os galardoados deixo o meu singelo mas sentido obrigado pelo que fizeram, fazem, e certamente continuarão a fazer por Penafiel e pelos Penafidelenses.

A sessão comemorativa do 3 de março, serviu da mesma forma para a Câmara Municipal apresentar o projeto do futuro espaço cultural que contará com um auditório de 400 lugares em Puços.

 

O designado Ponto C- Criatividade e Cultura, pode e deve ter um efeito catalisador na promoção cultural e na afirmação de Penafiel neste contexto.

Escuso-me de repetir o que já escrevi e disse no passado a este propósito, nomeadamente que era uma das ambições que sempre tivemos para Penafiel, pelo que, e independentemente das vicissitudes que se possam elencar e bem, o que ficará para Penafiel e para os Penafidelenses é um espaço que será de referência.

Esta valência além de dignificar e honrar a nossa incomensurável história, deve ser com alegria fruída e usufruída pela nossa comunidade.

Todo o investimento feito na área cultural tem retorno, e Penafiel neste particular não será excepção!

Uma cidade, um concelho, um país é tanto mais desenvolvido e próspero, quando os seus concidadãos são mais cultos e mais bem informados.

Cabe aos poderes públicos, dotar os seus territórios dos equipamentos adequados para esse fim, fomentando na sociedade hábitos culturais que vão passando de geração em geração, enriquecendo de sobremaneira a população.

Por último, deixo uma palavra de apreço e de reconhecimento a uma importante associação do nosso concelho, que de resto já foi, na esteira de tantas outras distinguidas pelo nosso município.

Refiro-me à Associação para o Desenvolvimento da Figueira que comemora este ano 25 anos de existência, e que presta um relevantíssimo papel social naquela freguesia e nas circunvizinhas.

De salientar a arte e o engenho, daqueles que no passado tiveram a lucidez, determinação e coragem em constituir naquela que era a freguesia mais pequena do concelho e das mais pequenas do país (em população), um projecto social de referência e que hoje é um exemplo para todos nós.

Foram vários os membros do governo que já marcaram presença naquela Associação, e este ano não será excepção, sendo esperada a visita do Senhor Presidente da República que se associará às “bodas de prata” da Associação para o Desenvolvimento da Figueira.

Muitos parabéns!