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Sérgio Moreira, atleta do Paredes Aventura, completou uma das provas de triatlo “mais difíceis do mundo”, o Triatlo Xtri, no Nepal.

A sensação de vitória foi ainda maior visto que o paredense de 44 anos, emigrado na Suíça, sofreu uma lesão grave, em Outubro do ano passado, que obrigou a uma hospitalização de 40 dias, e fez apenas cerca de dois meses de treino.

Ainda assim, Sérgio Moreira, já habituado às grandes distâncias, completou a prova de quase 222 quilómetros – 3,8 quilómetros de natação, 175 quilómetros de bicicleta e 43 quilómetros de corrida – em pouco mais de 19 horas.

As maiores dificuldades foram “a altitude e o calor, as estradas em mau estado e sobretudo a condução anarquistas dos automobilistas”, testemunha o enfermeiro que é apaixonado pela modalidade que o leva a conhecer “locais fantásticos” e a superar-se a si próprio e às dificuldades.

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Cortar a meta foi “indescrítivel”

Foi uma prova de “extrema dureza”, com um ganho de elevação geral de 8.900 metros e o ponto mais alto aos 4.000 metros, explica o atleta. A isso acresceu o choque cultural do país, reconhece.

Depois de ter sido adiada por duas vezes, devido à pandemia, a prova teve menos atletas que o habitual, refere Sérgio Moreira, que em “paisagens magníficas” completou o percurso num “dia de calor que atingiu os 38 graus centígrados e teve uma humidade do ar sufocante que aumentou ainda mais as dificuldades sentidas”. A hidratação foi o segredo do sucesso para chegar à meta, acredita.

Para competir no Nepal, o paredense fez uma grande “preparação mental”. “Em Outubro de 2021 tive uma lesão grave no PT 1001 aos 580 quilómetros. Tive que abandonar a competição e ficar hospitalizado 40 dias. Só comecei a andar sem dificuldades em Dezembro e só comecei a treinar me final de Fevereiro”, resume.

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Conseguiu terminar a prova em 19h09. E cortar a meta foi “indescritível”. “Nunca pensei que terminava, visto que tinha tido esta lesão grave e a prova já é de um nível elevado só por si. Mas chegar aqui sem grande preparação e ligeiramente pesado ainda aumentou a dificuldade”, admite.

Sérgio Moreira participa nestas competições a expensas próprias. “É muito difícil pois os custos de inscrição e das viagens são altos e há toda uma logística”, ligada sobretudo ao transporte da bicicleta. Além disso, para dar assistência, é necessário levar um acompanhante, para os últimos quilómetros da prova. “É tão exigente que a organização aconselha os últimos quilómetros acompanhados! O meu amigo Filipe Brás é quem me acompanha nestas aventuras extremas pelo conhecimento que tem do esforço físico e por me conhecer bem e compreender as minhas necessidades. Mesmo se não falo, um simples olhar basta para compreender onde estou fisicamente e moralmente”, conta o atleta do Paredes Aventura.  

Este ano, Sérgio Moreira ainda conta fazer mais algumas provas de SwimRun a pontuar para o campeonato do mundo e, se estiver bem, o Swissman xtri.

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