A Polícia Judiciária (PJ) lançou o alerta de uma nova burla que envolve um falso inspetor. O esquema é usado com o pretexto de que já está a ser burlado.
Segundo a nota fa PJ partilhada nas redes sociais, “o contacto vem por várias vias – e-mail, chamada telefónica, WhatsApp, e tem ligeiras adaptações de abordagem, mas o fim é só um: sobre uma falsa burla é aplicada uma burla real para extorquir dinheiro”.
Segundo a mesma informação, um burlão, identificado como André Santos, com um crachá PJ n.º 28374, “diz exercer funções no Centro de Investigação Criminal de Braga, como investigador principal” e tenta convencer a vítima “de que a sua conta bancária está a ser indevidamente utilizado por terceiros”. “É mencionado o nome de Carlos Boleiro, procurado pela Interpol, e que este realizou uma tentativa de crédito em seu nome”.
A PJ alerta que esta abordagem “pode dar azo ao impulso de acreditar”, sendo que o suspeito tem na sua posse dados do cidadão, como o nome, contacto e instituição bancária.
“Durante a conversa, é clara a intenção de recolher mais dados pessoais e bancários e conduzir à realização de pagamentos, por meio de entidade e referência”, mas quando a vítima nega fornecer-lhe qualquer informação, “o burlão ameaça com uma notificação para convocá-lo a comparecer no Departamento de Investigação Criminal de Braga, enviando, por e-mail ou WhatsApp, um documento (mandado de comparência) em nome do referido cidadão e uma foto do falso ‘cartão de identificação’ PJ”.
“A comunicação torna-se mais agressiva e surgem ameaças: “se não … passa de queixosa a arguida” ou “vai ser expedida uma notificação de comparência”, conta ainda a PJ que pede à população que não acredite, não ceda e que corte logo a comunicação. Para além disso, pede que contacte a Judiciária para reportar o sucedido.













































