Após dois anos de interregno, devido à pandemia, “o maior e mais diversificado festival motorizado da Europa, único no Mundo”, regressa às estradas de Penafiel, nos dias 8, 9 e 10 de Julho, avança a autarquia, sublinhando que “há muitas novidades” para esta edição.

Ao longo de três dias, pilotos de várias nacionalidades vão disputar as provas de Rali “Taça Joaquim Santos”, Super Enduro, Trial Urbano 4×4, Rali de Regularidade Clássicos, Drag Racing e ainda uma Corrida de Motos Clássicas 50cc e 85cc.

São “milhares de pessoas esperadas” no concelho para “um vasto e diversificado programa” que inclui duas provas, o Drag Racing e o Super Enduro, no Campeonato Nacional das respectivas modalidades.

Tal como nos anos anteriores, o palco principal do Penafiel Racing Fest vai situar-se na cidade, desta vez, mais centrado na zona do Campo da Feira e do Jardim do Calvário, sendo que, os carros de rali, daquela que é prova rainha, vão levantar poeira em diferentes freguesias do concelho, nomeadamente, Guilhufe, Urrô, Irivo, Rans, Duas Igrejas, Rio de Moinhos, Boelhe, Luzim e Vila Cova.

A autarquia sublinha que “a segurança nas zonas-espectáculo continua a ser prioridade para a organização, que está a trabalhar no sentido de assegurar condições seguras de competição para os pilotos, mas também de colocar o público perto da emoção e longe do perigo”.

Por outro lado, a Fun Zone “Family and Youth Friendly”, dedicada a promover o espírito do festival motorizado penafidelense para toda a família, vai contemplar vários momentos de entretenimento, desde o ‘McDonald’s Rally Kids’ e o radiomodelismo para os mais pequenos, até a espectáculos de música ao vivo, dj’s e artes performativas.

Cerca de 200 pilotos em competição e milhares de pessoas esperadas

Esta quarta-feira, em conferência de imprensa de apresentação do evento, no Museu do Automóvel Antigo, junto ao Parque da Cidade de Penafiel, Óscar Coelho, da organização do evento que junta vários clubes locais e um de Gondomar, realçou o facto de existirem duas provas integradas no campeonato nacional e de os pilotos estarem ansiosos por voltar, depois destes dois anos de pausa.

“Julgo que vamos vir com mais força. Teremos algumas novidades, entre elas duas provas de campeonatos nacionais. O próprio desenho da prova terá novidades, sobretudo no centro da cidade, com alterações nas bancadas e nas pistas”, avançou.

São esperados cerca de 200 pilotos nas diferentes competições, sendo que, só para lhes dar assistência, virão outras cerca de 1400 pessoas. Desses pilotos, 70% serão gente da região do Tâmega e Sousa, mas há sempre pilotos de todo o país e também alguns estrangeiros e convidados, referiu Óscar Coelho, deixando uma garantia: “Vamos ter dos melhores pilotos nacionais e bons carros e boas motas o que eleva a qualidade do espectáculo. Acho que a afluência será a mesma de outros anos ou maior porque está toda a gente com vontade de voltar às corridas”.

Já o presidente da Câmara de Penafiel destaca que é esperada uma grande “festa do desporto motorizado” em Penafiel, num evento que tem características únicas. “Nos últimos dois anos não foi possível organizar este festival, houve quem achasse que ia ser a sua sentença de morte, mas enganaram-se”, frisou.

“Estou confiante que vai ser mais uma extraordinária edição. Depois de dois anos que a pandemia impediu de receber um evento de características únicas na Europa e no mundo, pelo facto de juntar seis modalidades de desportos motorizados em competição num único fim-de-semana percorrendo a cidade e as freguesias mais próximas, é com grande alegria que retomamos esta actividade”, afirmou Antonino de Sousa.

O autarca antecipa que “muitos milhares de pessoas” virão a Penafiel para assistir a estas competições, que incluem também momentos para as famílias e crianças.

Em 2019, as estimativas apontam para a presença de cerca de 100 mil pessoas a assistir e participar nas actividades, que são de acesso livre e gratuitas.

O edil confirma ainda que o impacto económico é elevado. “O que vemos é a hotelaria lotada, os restaurantes esgotados e o comércio local a facturar. Há um impacto muito significativo na economia local. Segundo dados que fomos recolhendo junto dos comerciantes e associação empresarial falamos de valores que podem andar acima dos 250 mil euros em toda a actividade, directa e indirecta, que se gera”, sustentou.  

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