A Câmara Municipal informou que, ao invés de abater duas árvores que apresentam diversas doenças e debilidades, optou por “perpetuar a memória e valor histórico” das duas tílias em causa e os troncos serão usados para criar uma escultura alusiva à biodiversidade. A intervenção artística irá decorrer durante os primeiros meses do ano de 2023. Ao lado serão plantadas novas árvores.

“No âmbito da obra de Requalificação Urbana da Rua do Picoto foram incorporadas no domínio público duas emblemáticas tílias junto à entrada da Quinta de Vila Meã, na Av. dos Combatentes da Grande Guerra. As árvores, foram alvo de uma avaliação fitossanitária tendo-se verificado que apresentam diversas doenças e debilidades provocadas por sucessivas podas agressivas”, descreve nota da autarquia. “Pese embora os esforços nos últimos anos para tentar salvaguardar as árvores, constatou-se que, infelizmente, não seria possível mantê-las no estado de dignidade e segurança que merecem enquanto ‘gigantes verdes’”, avança a mesma fonte.

Mas a Câmara não quis abater as referidas árvores e criou antes uma estratégia para “perpetuar a memória e valor histórico” das tílias. Assim, explica o município, será removida toda a lenha das copas e serão mantidos apenas os troncos “que servirão para criar, com o apoio de um escultor especializado, uma escultura alusiva à biodiversidade” do concelho. “Os troncos esculpidos serão mantidos no mesmo local. Toda a lenha removida das árvores será utilizada para criação de estruturas de apoio à biodiversidade nas áreas sob gestão municipal”, refere a autarquia.

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