Foto: Pexels (DR)
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Um estudo realizado a 103 reclusos da cadeia de Paços de Ferreira concluiu que existe uma elevada incidência de cáries sendo que um terço dos presos sofrem de desconforto psicológico e dor física, associados à saúde oral.

Realizado por investigadores do Instituto Universitário de Ciências da Saúde da CESPU, o documento a que o VERDADEIRO OLHAR teve acesso, e que foi publicado no European Journal of Dentistry, dá conta que 68% dos reclusos apresentam cáries, enquanto 24,3% reportam dor física e, em média, registam-se cerca de 13 dentes perdidos — o que equivale a aproximadamente metade da dentição de um adulto —, um indicador da “importância de integrar a saúde oral nas políticas de saúde em meio prisional”, referem os autores que incluem Diana Meireles, Marta Relvas, Paulo Rompante, Rosana Costa, Filomena Salazar, Marco Infante da Câmara e Maria Gonçalves, um grupo que contou com a coo­ri­en­ta­dora Maria dos Pra­ze­res Gonçalves.

É necessário implementar programas de promoção da saúde oral

De acordo com a investigação a população prisional está em maior risco de desenvolver problemas de saúde oral. Defendem, por isso, a “implementação de programas estruturados de promoção da saúde oral, bem como medidas preventivas adaptadas às especificidades desta população, com vista à redução de complicações futuras”.

Para além da dimensão clínica, os dados apontam para um impacto relevante que, e ao nível do bem-estar psicológico e social dos reclusos, com idades entre os 18 e os 70 anos. Quase um terço (29,6%) referiu desconforto psicológico associado à sua condição oral.

A inves­ti­gação dá conta que, e mesmo antes de ingressarem no estabelecimento prisional, há um acesso condicionado a cuidados de saúde, sendo de sublinhar que, e até de uma maneira geral, a medicina dentária preventiva não faz parte da vida destas pessoas.

O estudo foi conduzido por investigadores das unidades de investigação UNIPRO, UCIBIO-1H-TOXRUN e i4HB, que realizaram o trabalho de campo entre outubro de 2023 e junho de 2024, e “reforça o contributo científico da CESPU na análise de determinantes de saúde em populações vulneráveis”, como destaca a Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário, em nota de imprensa.

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