O Serviço de Cardiologia da Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa iniciou um procedimento que melhora a qualidade de vida dos doentes com insuficiência cardíaca, evitando ainda que se desloquem a outros hospitais, longe da sua área de residência.
Os médicos especialistas Inês Oliveira e Pedro Carvalho estão a colocar dispositivos nos pacientes que contribuem para a redução de sintomas como cansaço e falta de ar, aumentando a sua capacidade funcional e a qualidade de vida.
Com uma tecnologia designada de ressincronização cardíaca, um procedimento médico que utiliza um dispositivo intracardíaco, semelhante a um pacemaker, são coordenados os batimentos dos ventrículos esquerdo e direito do coração, o que melhora a eficiência do bombeamento sanguíneo e diminui as contrações assíncronas quando não há coordenação de músculos que deveriam trabalhar em conjunto.
Ao contrário do pacemaker convencional, que estimula apenas o ventrículo direito, esta tecnologia “permite corrigir situações de dessincronização cardíaca que podem ocorrer em alguns doentes”, explica a ULS.
A médica cardiologista Inês Oliveira adianta que “este procedimento está indicado para pessoas com insuficiência cardíaca em que o pacemaker convencional deixa de ser a solução mais adequada, permitindo uma melhoria da resposta clínica e da qualidade de vida dos doentes”.
Também o cardiologista Pedro Carvalho sublinha que este “dispositivo mais avançado” vai aumentar “a segurança e a proteção dos doentes com maior risco de eventos cardíacos graves”.
Com a realização deste procedimento na ULS Tâmega e Sousa, os utentes passam a realizar todo o percurso assistencial na sua área de residência, desde a implantação do dispositivo até ao acompanhamento em consulta, evitando deslocações a outras unidades hospitalares, o que representa “um novo passo na diferenciação e na capacidade assistencial” nesta unidade, destaca a o hospital.
É que, até aqui, eram referenciados anualmente mais de 50 doentes para a realização deste procedimento noutras instituições, mas com a implementação desta terapia no Serviço de Cardiologia, estes doentes passam agora a ser seguidos localmente, garantindo “maior proximidade, continuidade de cuidados e eficiência na resposta prestada”.
Aurora Andrade, diretora do Serviço de Cardiologia, “este avanço integra o processo de diferenciação do Serviço, que, em 2023, realizou a implantação do primeiro desfibrilhador implantável, consolidando a evolução técnica e clínica da instituição”.











































