Verdadeiro Olhar

Quatro meses depois do início da agressão ao Iraque, a análise do PCP

Adriano-Ribeiro-featured«À medida que os dias passam, fica cada vez mais claro o embuste desta guerra e das armas de destruição massiva», denunciou Carlos Carvalhas, em conferência de imprensa realizada no passado dia 17 para assinalar a passagem de quatro meses sobre o início da agressão ao Iraque. Para o secretário-geral do PCP, percebe-se cada vez melhor porque razão os inspectores foram impedidos de voltar ao Iraque, uma vez consumada a ocupação e dominados os recursos energéticos daquele país pelos Estados Unidos.
Assim, considera o secretário-geral comunista, «não se pode deixar de retirar as respectivas consequências e de pedir responsabilidades ao Governo português que, fazendo suas as pseudo provas de Bush e Blair, mentiu ao povo português, ao Presidente da República e à Assembleia da República». Carlos Carvalhas exige ao Governo que reconheça publicamente que as «afirmações que fez acerca das armas de destruição massiva e sobre a perigosidade do Iraque não tinham sustentação nem eram fiáveis».
O dirigente do PCP considera necessário recordar que por diversas vezes o primeiro-ministro, «sem qualquer hesitação, sem querer ter em conta as afirmações do inspector da ONU, Hans Blix, nem as dúvidas manifestadas por outros estados da União Europeia», afirmou que o Iraque era «um perigo para a Humanidade porque tinha armas de destruição massiva».

Agressão premeditada

«É hoje evidente que a guerra de agressão e ocupação do Iraque nada teve que ver com os pretextos invocados», afirma Carlos Carvalhas. Pelo contrário, esta constitui um «acto de agressão premeditado, de há muito decidido pelos EUA», considera. O secretário-geral do PCP lembra que após ter sido derrotada nos seus esforços para conseguir a cobertura do Conselho de Segurança, a coligação anglo-americana «tomou a grave decisão de bombardear e invadir o Iraque, à revelia da ONU e da legalidade internacional».

TONY BLAIR 12 ANOS DEPOIS

«Posso pedir desculpas pelo facto das informações fornecidas pelos serviços secretos serem falsas» disse o antigo primeiro-ministro trabalhista ao canal de televisão CNN

“Peço desculpa por alguns erros na planificação e na compreensão do que se passou depois do regime ter caído”, afirmou, reconhecendo “elementos de verdade” na ideia de que a invasão do Iraque em 2003 é a principal causa do surgimento do EI.«Estado Islámico»

PAPEL DE DURÃO BARROSO

20 de setembro de 2003-O primeiro ministro português, Durão Barroso, afirma, na Assembleia da República, que “O Iraque tem armas de destruição maciça, biológicas e químicas, e pode estar na eminência de possuir armas nucleares”.

PROVAS IRREFUTÁVEIS

Um General português afirma num debate da televisão portuguesa, que as armas mais cedo ou mais tarde vão ser encontradas.

Se fosse possível fazer um balanço mesmo que provisório da destruição e centenas de milhares de mortes provocadas por esta invasão e guerra ilegítima; o mínimo que se poderia concluir, é que EUA,REINO UNIDO e a Concordância de Portugal (Durão Barroso)provocaram uma terrível tragédia humanitária na região.

Para estes senhores,Tribunais Internacionais? Não.

Basta um erguer de mãos pró céu e um pedido de desculpas.