O PCP de Paços de Ferreira rejeita a ideia de a Câmara Municipal local estar a “canalizar mais de 380 mil euros” para financiar consultas gratuitas em Medicina Familiar e de Enfermagem, numa unidade privada do município. Para os comunistas esta medida indica que se aceita o desinvestimento que é feito pelo Estado nesta área, para além de se traduzir na “normalização” da substituição do Serviço Nacional de Saúde (SNS) por privados.
Foi no domingo que começou a funcionar em Paços de Ferreira o Serviço de Atendimento Permanente para situações clínicas não urgentes, destinado a todos os residentes no concelho. As consultas de Medicina Familiar e Enfermagem são diárias e funcionam naquela unidade privada, situada no Shopping Ferrara Plaza.
Através de comunicado o PCP insurge-se contra este projeto, que a autarquia destaca “ser único em Portugal”, porque considera que “o papel da Câmara não é usar dinheiros públicos para alimentar lucros privados, mas sim exigir ao Governo os investimentos há muito necessários na ULS do Tâmega e Sousa”.
Aliás, na mesma nota, os comunistas sustentam que os 380 mil euros deveriam ser canalizados para investimento em escolas, saneamento, rede viária ou apoio social, áreas onde são mais necessários.
A entrega deste montante ao setor privado contribui ainda para o “enfraquecimento do SNS”, validando a sua “incapacidade”.
Não é só à autarquia que as críticas são dirigidas, mas também ao Governo que “não investe o que é necessário na saúde pública do concelho”, sendo que ao assumir esta responsabilidade, o município está a alivia a “pressão a pressão sobre o poder central”.
A terminar, o partido reforça a necessidade de o Estado investir nos hospitais de Penafiel e Amarante, dando-lhes mais condições, para além de criar uma rede de proximidade em horário alargado para as situações mais ligeiras, a partir dos centros de saúde, com a contratação dos profissionais e equipamentos necessários.











































