Verdadeiro Olhar

Não faltam médicos de família em Paredes e Penafiel

Os concelhos de Paredes e Penafiel, assim como o de Castelo de Paiva, têm 99% dos seus utentes cobertos por médico de família. E, dentro em breve, deixará de haver pessoas sem um clínico atribuído no centro de saúde da sua área de residência. A garantia foi dada pela directora do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Tâmega II Vale do Sousa Sul durante a apresentação dos resultados do triénio 2012/2015.

Na cerimónia que decorreu em Penafiel, na passada segunda-feira, Sandra Rita revelou, igualmente, indicadores que colocam os centros de saúde da região em patamares superiores à média da região e do país. Um maior número de rastreios oncológicos efectuados a mulheres e homens dos três concelhos é apenas um dos exemplos.

População com acesso facilitado a consultas

Em 2012, 18% dos 178 mil utentes dos centros de saúde de Paredes, Penafiel e Castelo de Paiva não disponham de médico de família. Esta percentagem foi baixando ao longo dos últimos três anos e, em Outubro deste ano, apenas 1% das pessoas não tinha um clínico atribuído. “E, dentro em breve, teremos mais três médicos que vão suprir as necessidades. Não fosse esta instabilidade política, todos os nossos utentes já teriam médico de família”, referiu Sandra Rita. Em Penafiel, onde o ACES do Vale do Sousa Sul apresentou o resultado do trabalho realizado no último triénio, Sandra Rita assegurou que, hoje, a população da região tem um maior acesso aos cuidados de saúde primários e, como exemplo, realçou a taxa utilização global de consultas, que atingiu os 90,2%. Uma percentagem bem superior aos 56% da média da Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) e aos 49,8% da média nacional.

Mais mulheres e crianças com vigilância médica

Os centros de saúde de Paredes, Penafiel e Castelo de Paiva também se têm destacado no desempenho assistencial. Em 2012, apenas 29% das mulheres em idade fértil eram acompanhadas nos centros de saúde, mas em 2014 esse número subiu para os 71,5%. Diga-se que a média nacional para este item é de apenas 49,8%. Os resultados do ACES Vale do Sousa Sul são melhores do que a média do país também no que diz respeito à percentagem de crianças, entre os zero e os 11 meses, com seis ou mais consultas médicas de vigilância e ao número de crianças até aos dois anos vacinadas. “São os melhores resultados possíveis”, defendeu Sandra Rita, para quem o facto de existirem mais unidades de saúde familiares em funcionamento ajudou a um desempenho que, em quase todos os itens avaliados, ultrapassa as médias da ARSN e do país. “A partilha de informação e a vontade de todos em fazer mais e melhor são fundamentais para alcançar estes resultados”, acrescentou.

 

Rastreio de doenças oncológicas é maior na região

É também nesta região que mais pessoas realizam rastreios de doenças oncológicas. Em 2014, 71,5% das mulheres entre os 25 e os 65 anos efectuaram o exame que, vulgarmente, se denomina por papanicolau. Um número superior ao do ano de 2013 e, mais uma vez, à média da região e do país, que é de 57,4% e 49,8%, respectivamente. Os dados são semelhantes para as mulheres que, entre os 50 e os 70 anos, realizaram uma mamografia.

Os homens de Paredes, Penafiel e Castelo de Paiva também fazem mais exames relacionados com a detecção precoce do cancro rectal.

Os números do ACES do Vale do Sousa Sul são, ainda, animadores no que diz respeito ao acompanhamento de utentes com diabetes e hipertensão. O mesmo se pode dizer relativamente a utentes com problemas de álcool e tabagismo.

Menos dinheiro gasto com exames e medicamentos

Os dados revelados na última segunda-feira mostram que os centros de saúde do ACES do Vale do Sousa Sul conseguiram, ao longo dos últimos três anos, realizar mais consultas, acompanhar mais doentes, efectuar mais exames e, simultaneamente, gastar menos dinheiro com meios complementares de diagnóstico e medicamentos. Na região, cada utente significou, no final de 2014, um investimento de 121 euros em exames como radiografias, TAC ou ressonâncias magnéticas. No país, este custo médio foi de 152 euros.

Por usa vez, o custo médio de medicamentos por utente era, até Outubro deste ano, de 138,9 euros, enquanto esse valor para a média nacional era de 167 euros.

Para este resultado terá contribuído o facto de, nos centros de saúde do ACES do Vale do Sousa Sul, o consumo de genéricos ser mais elevado do que a média de Portugal.