Foto: Google Maps
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O alegado líder do grupo neonazi 1143, Mário Machado, foi transferido ontem, quinta-feira, para a prisão de alta segurança de Paços de Ferreira. Segundo o seu advogado, citado pela Lusa, há intenção de recorrer da decisão. A transferência ocorreu a partir da prisão de Alcoentre, igualmente de alta segurança, e Mário Machado encontra-se agora “fechado 22 horas por dia numa cela de oito metros quadrados” e vai sozinho ao recreio.

A transferência ocorre na sequência de buscas realizadas pela Polícia Judiciária à cela de Mário Machado, a 20 de janeiro, ainda na cadeia de Alcoentre, no âmbito de uma operação que levou ao desmantelamento do Grupo 1143 e à detenção de 37 suspeitos, diz ainda a Lusa que teve acesso ao despacho de indiciação dos 37 detidos, onde o Ministério Público sustenta que Mário Machado terá delineado, em novembro passado, um plano para a realização, em 2026, de duas ações de grande visibilidade com o objetivo de provocar reações negativas ou violentas por parte da comunidade muçulmana residente em Portugal.

Uma das ações estaria prevista para fevereiro e passaria pela divulgação, junto da Comunicação Social e na rede social X, de um vídeo com uma tarja a acusar Maomé, figura sagrada do Islão, de ser pedófilo. A segunda consistiria na exibição, numa manifestação em Coimbra no Dia de Portugal, de uma bandeira com a imagem do profeta com um turbante e uma bomba, conta ainda a Lusa.

O Ministério Público enumera ainda cerca de uma dezena de ações atribuídas ao Grupo 1143 desde fevereiro de 2024, desenvolvidas nas redes sociais e no espaço público, dirigidas sobretudo contra imigrantes muçulmanos. Entre os episódios referidos está a agressão a dois cidadãos indianos numa área de serviço de Aveiras, na Autoestrada 1, em outubro de 2025.

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