No dia em que faria 97 anos, Martin Luther King Jr., prémio Nobel da Paz em 1964 e figura central na luta contra a discriminação racial, principalmente nos EUA, ficou eternizado na EBS Lousada Norte (Lustosa). A criação é do artista Frederico Draw que tem obras espalhadas, não só em Portugal, mas também no estrangeiro.
Esta iniciativa insere-se no Dia Internacional das Cidades Educadoras e, desde 2019, que a autarquia assinala esta data com a realização de um mural numa escola do concelho.
O vereador António Augusto Silva esteve na escola e entregou, aos cerca de 400 alunos, postais alusivos a este mural. Ao corpo docente oferceu conjuntos de todas as edições feitas até agora.
Foi há sete anos que foi colocado o primeiro mural em Lousada, relativo a Malala Yousafzai e pintado na Escola EB 2,3 de Caíde de Rei. Um ano depois, foi Nelson Mandela que ficou eternizado na EBS de Lustosa.
Como António Augusto Silva já referiu, esta “é uma forma de divulgar personalidades maiores da luta pelos direitos humanos, nomeadamente pelo direito à educação, junto dos mais novos”.


Os murais são realizados pelo artista Frederico Draw, que integra atualmente a dupla artística Ruído, juntamente com Alma, desenvolvendo um percurso relevante na arte urbana em Portugal e no estrangeiro.
Martin Luther King Jr., o homem que um dia teve um sonho
Martin Luther King Jr. foi um pastor batista e ativista norte-americano que, entre as décadas de 1950 e 1960, se tornou o líder mais proeminente do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos.
Lutou pela igualdade, liderando a resistência contra a segregação racial e a discriminação, utilizando métodos de não violência e desobediência civil, inspirados por Mahatma Gandhi. Ganhou notoriedade em 1955 ao organizar o boicote após a prisão de Rosa Parks (símbolo do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos), que resultou na declaração de inconstitucionalidade da segregação em transportes públicos no Alabama. Uma ação que ficou conhecida como ‘boicote aos Autocarros de Montgomery’.
Em 1963, durante a Marcha sobre Washington, proferiu o seu discurso mais famoso perante 250 mil pessoas, com a célebre frase “tenho um sonho”, expressando a visão de uma sociedade onde o caráter de uma pessoa importaria mais do que a cor da sua pele. Um ano depois, foi Prémio Nobel da Paz, tornou-se a pessoa mais jovem da época a receber este galardão pelo seu combate ao racismo.
King foi assassinado a 4 de abril de 1968, em Memphis, Tennessee. Atualmente, o seu legado é celebrado com um feriado nacional nos Estados Unidos. Apesar de ter nascido a 15 de janeiro de 1929 (faria 97 anos), em Atlanta, o feriado é assinalado, todos os anos, na terceira segunda-feira de janeiro.











































