Verdadeiro Olhar

Hospitalização Domiciliária do CHTS tratou 905 doentes em quatro anos

Foto: Fernanda Pinto/Verdadeiro Olhar

A Unidade de Hospitalização Domiciliária do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), que acaba de celebrar quatro anos de existência, já tratou 905 doentes.

Segundo Delfim Rodrigues, coordenador nacional da Hospitalização Domiciliária, que marcou presença, ontem, num encontro que juntou profissionais, utentes e famílias no Hospital Padre Américo, “905 doentes tratados em casa correspondem a menos nove mil dias de internamento”, diminuindo a despesa.

O responsável apontou mesmo essa como uma das principais vantagens. Esta valência “é a resposta diferente da tradicional para solucionar os problemas de sempre, sendo a única que consegue dar resposta, simultaneamente, a três variáveis: aumentar a acessibilidade, garantir a qualidade e segurança e diminuir a despesa”, referiu, segundo nota.

Esta Unidade de Hospitalização Domiciliária, que começou com uma lotação de cinco camas, viu a sua equipa crescer e, hoje, tem capacidade para acompanhar 10 doentes em simultâneo. A equipa é composta por médicos, enfermeiros, assistente técnica, assistente operacional e conta com a colaboração dos Serviços Farmacêuticos, Nutrição e Serviço Social.

O CHTS recorda que este modelo “é uma alternativa ao internamento convencional que permite aos doentes recuperar de uma doença aguda em casa, recebendo cuidados hospitalares”. “Entre as vantagens da hospitalização domiciliária para os doentes estão a rápida recuperação, diminuição do risco de infecções hospitalares e personalização de cuidados”, destaca a mesma fonte.

Na sessão ontem realizada, foram destacadas as mais-valias do serviço. Carlos Alberto, presidente do conselho de administração do CHTS, lembrou que são já duas equipas no terreno e que “o caminho só pode alargar”. Já José Ribeiro, enfermeiro director, explicou que “em 2022, o CHTS teve uma taxa de ocupação de 111%”. “Precisamos, por isso, que este projecto comece a tratar o dobro dos doentes em simultâneo”, traçou como meta. Filipa Carneiro, directora clínica, frisou que a Hospitalização Domiciliária “mantém, desde o início, uma taxa de satisfação nos 100%” por parte dos utentes.