O Presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira, já presentou ao presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, os resultados preliminares do estudo técnico encomendado pelo Município para a implementação da rede de metro no concelho.
Na reunião, o autarca Paulo Esteves Ferreira apresentou duas propostas de traçados, sendo que ambas “têm origem na rede já existente ou projetada, o que permite soluções economicamente vantajosas e mais exequíveis do ponto de vista operacional”.
Assim, uma das linhas propõe-se a ligar Ermesinde e Alfena ao Hospital de S. João (polo universitário da Asprela) e ao centro da Maia, através de Águas Santas, servindo-se da segunda linha já projetada para aquele concelho.
Já para servir Valongo, a sede do concelho, o Município propõe uma ligação através de Baguim do Monte, freguesia de Gondomar servida atualmente pela linha F.
“Ambas as propostas permitem abranger uma malha populacional significativa do concelho, que se localiza sobretudo nas freguesias de Valongo, Ermesinde e Alfena”, sublinha a autarquia.
Recorde-se que, o município contratou Álvaro Costa, professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e especialista em transportes, que trabalhou nestas propostas agora apresentadas.
Após o encontro com o presidente da Metro, Paulo Esteves Ferreira voltou a lembrar que “Valongo é o único Município do primeiro anel metropolitano que não é servido por esta rede de transporte”, apontando ainda vantagens claras de “fiabilidade, tempos de espera e ligação a polos importantes”.
Sobre os traçados propostos, o autarca afirma “que respondem aos principais movimentos pendulares do concelho, que são para as cidades do Porto e da Maia”.
Viabilidade operacional e financeira avançam na próxima semana
Citado em nota de imprensa, Emídio Gomes, da Metro do Porto, comprometeu-se a iniciar já na próxima semana os trabalhos para aprofundar as soluções apresentadas por Valongo, nomeadamente “através de um estudo de viabilidade operacional e financeira que permita justificar a inserção das linhas na expansão da rede de metropolitano”.
Para a Câmara Municipal, “a chegada do metro a Valongo é um compromisso político assumido pelo atual executivo camarário, justificando a prioridade como uma questão de justiça social e territorial”, sendo certo que “a implementação da rede permitirá aproximar Valongo à restante malha metropolitana, além de ajudar ao cumprimento dos objetivos de neutralidade carbónica”.










































