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O estudo de viabilidade técnica e ambiental da futura Linha do Vale do Sousa deverá ser apresentado aos municípios já em maio, enquanto a análise custo-benefício do investimento só ficará concluída no primeiro trimestre de 2027. A informação foi avançada pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, no parlamento, numa audição sobre o projeto.

Segundo o governante, esta será a próxima fase de um processo que inclui a avaliação detalhada do traçado e do impacto da infraestrutura, seguindo-se posteriormente a análise económica que permitirá suportar uma decisão final sobre a construção da linha.

O projeto prevê a ligação ferroviária entre Valongo, Paredes, Paços de Ferreira e Lousada, podendo ainda estender-se a Amarante. Um estudo preliminar apontava para um investimento na ordem dos 180 milhões de euros, mas o ministro admitiu que esse valor poderá ser ultrapassado, tendo em conta a complexidade do traçado, que poderá incluir uma componente significativa em túnel.

Durante a mesma audição, o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, reconheceu que existem divergências entre municípios relativamente ao corredor da linha, o que obrigou a aprofundar o trabalho técnico e a articulação local.

Dados de um estudo de tráfego apontam para uma procura estimada de cerca de cinco milhões de passageiros, considerando um tempo de viagem de aproximadamente uma hora entre Felgueiras e o Porto, com ligação à Linha do Douro em Valongo.

O tema tem vindo a mobilizar autarcas e especialistas, que defendem a importância estratégica da nova ligação ferroviária para a região. O presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, Nuno Fonseca, já afirmou que não permitirá que o projeto seja adiado ou esquecido, sublinhando que os municípios poderão também contribuir para a sua concretização.

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