A ULS do Tâmega e Sousa diz que está a averiguar uma denúnica que dá conta que naquela unidade os médicos internos estão a assegurar a quase totalidade da resposta clínica nos serviços de internamento e urgência sem qualquer supervisão de especialistas. Tendo em conta que nesta fase de formação, os internos estão sempre dependentes de orientação, este caso pode levar a “atrasos de diagnósticos, decisões inadequadas” e até fazer quando não haja uma resposta atempada em situações graves.
A queixa, que chegou ao VERDADEIRO OLHAR, esclarece que, já há muito tempo, os especialistas “delegam integralmente a observação de doentes internados e decisões clínicas nos internos, muitas vezes sem sequer os verem”. Ou seja, estes jovens médicos assumem responsabilidades para as quais ainda não têm competência plena reconhecida, o que pode ter um “impacto direto na segurança dos doentes, na qualidade dos cuidados prestados e na correta utilização de recursos públicos.”
Médicos vão dormir quando deveriam estar de serviço toda a noite
Esta será uma “cultura instalada de conivência generalizada” na ULS do Tâmega e Sousa que é “preocupante” para quem redigiu a denúncia, sobretudo nas urgências noturnas, altura em que é hábito os médicos especialistas escalados recolherem para dormir quando deveriam estar de serviço até às 8h00 da manhã. Para além disso, “muitos deles ficam incontactáveis ou não atendam chamadas”, chegando a “proibir” os internos de lhes ligarem, reagindo mal quando isso não acontece.
Assim, e quem se dirige ao hospital presume “estar a ser acompanhados por equipas médicas plenamente responsáveis e supervisionadas”, o que não acontece.
Para além de estar em causa a segurança dos doentes, a denúncia considera injusto o Estado estar “a pagar valores elevados por turnos noturnos a especialistas que não prestam atividade clínica efetiva, permanecendo a dormir ou indisponíveis”.
Toda esta situação dá a ideia de uma capacidade assistencial na ULS do Tâmega e Sousa, que integra os hospitais Padre Américo (Penafiel) e o São Gonçalo (Amarante, que “não corresponde à realidade clínica”, já que estão não estão de serviço os médicos que constam nas escalas.
“Cuidados prestados constituem prioridades absolutas da instituição” – ULS
Instada sobre esta situação, a ULS do Tâmega e Sousa confirma a receção de uma denúncia anónima com um teor semelhante à que chegou ao VERDADEIRO OLHAR. Assim, a unidade diz que está a averiguar a veracidade do que é relatado, sendo que, e a verificar-se, serão “tomadas medidas adicionais”, já que “a segurança dos doentes e a qualidade dos cuidados prestados constituem prioridades absolutas da instituição”.
Além disso, a ULS assegura que “a receção de médicos internos representa um compromisso institucional com a qualidade da formação médica e com a renovação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), sendo o internato médico um processo estruturado, regulamentado e assente em princípios de supervisão e responsabilidade clínica”.











































