Uma bebé de sete meses sofreu vários hematomas depois de ter sido, alegadamente, agredida por outra criança, depois destas terem sido deixadas sozinhas na sala da creche da Santa Casa da Misericórdia de Valongo.
Segundo o Correio da Manhã, a menina ficou com várias lesões na cara, nomeadamente nas bochechas, nariz, testa, queixo e sobrancelha.
A mãe da menina já apresentou queixa junto das autoridades e o processo está a ser investigado pelo Ministério Público de Valongo.
Entretanto, a Santa Casa da Misericórdia de Valongo emitiu um comunicado onde confirma que tudo aconteceu no passado dia 27 de outubro e que a situação “, envolvendo uma bebé de 7 meses, situação que, naturalmente, “mereceu a maior atenção e preocupação por parte da Instituição”, sendo que, de imediato, “foram prestados os primeiros socorros à criança e efetuada a comunicação à família, que se deslocou, prontamente, às instalações”.
Segundo a provedora Rosa Rocha, “a avó da criança, que foi a primeira a chegar, mas não permitiu que se transportasse a criança ao Hospital S. João”. A mesma postura “foi adotada pela mãe, que se ausentou do local com a menina, tendo depois regressado, informando que tinha contactado as autoridades, que se encontravam a dirigir ao local, como veio a acontecer”.
A responsável esclareceu ainda que, e quanto ao funcionamento da sala, “o número de funcionárias presentes cumpria as normas legais aplicáveis, não sendo, por isso, expectável que ocorresse uma situação como a verificada”.
Logo após o conhecimento dos factos, foi instaurado um processo disciplinar e a trabalhadora foi suspensa preventivamente, sendo que o processo está em curso a fase de recolha de prova e de apuramento dos factos. “Apenas após a conclusão desta fase será possível avaliar responsabilidades e, em consequência, formular uma acusação, assegurando sempre o direito de defesa”, diz Rosa Rocha.
A Santa Casa lamenta ainda o sucedido e expressa a sua “total solidariedade para com a criança e a respetiva família, compreendendo a natural preocupação e inquietação geradas por uma situação desta natureza”. No entanto, reafirma, ainda, o seu “compromisso absoluto com a segurança, o bem-estar e a proteção das crianças que lhe são confiadas, bem como com a transparência e colaboração com todas as entidades competentes”.
Rosa Rocha destaca ainda que a Creche Infantário daquela instituição “funciona há cerca de 30 anos, sem registo de ocorrências semelhantes, gozando de reconhecimento público e bom nome, construídos ao longo de décadas com base em boas práticas e na dedicação das suas equipas”.
A terminar, a provedora sublinha que a instituição se mantém “disponível para os esclarecimentos relevantes, sendo que estes dependerão da conclusão dos procedimentos em curso”.










































