A rapper Capicua vai subir ao palco do Centro Cultural de Paredes, sábado, 31 de janeiro, às 22h00, no Grande Auditório.
Neste espetáculo, a artista celebra o lançamento do seu mais recente disco, “Um gelado antes do fim do mundo” e convida o público para uma experiência que vai além da música. “É um concerto que, além de música, tem uma componente visual muito forte”, sublinha Capicua, citada pela autarquia.
A música, a luz, as canções e as palavras da artista prometem envolver o público com mais de seis anos de idade, num concerto único, onde Capicua, talentosa rapper e autora portuguesa, reforça o lado de encontro e partilha associado ao evento. “É uma ótima forma de lidar com este inverno rigoroso e estarmos juntos”, afirma.
Capicua deixa o convite: “então, já sabem, estamos à vossa espera!”
O espetáculo é promovido pela Câmara Municipal de Paredes e tem entrada de 15€ (com descontos para maiores de 65 e menores de 30 anos). Bilhetes à venda na página da BOL.
Capicua, a rapper, letrista e escritora
Nasceu no Porto nos anos 80, descobriu a cultura Hip Hop nos anos 90 (primeiro pelo Grafitti e depois pela música), passando de mera ouvinte a aprendiz de Rapper nos anos 2000. Socióloga de formação, considera-se uma rapper militante e é conhecida pela sua escrita exímia, emotiva e politicamente engajada.
Com uma vasta discografia, conta já com um percurso sólido no panorama da música lusófona: duas mixtapes (Capicua Goes Preemo – 2008 e Capicua Goes West – 2013), quatro álbuns em nome próprio (Capicua – 2012, Sereia Louca – 2014, Madrepérola – 2020 e Um gelado antes do fim do mundo – 2025), um disco de remisturas (Medusa – 2015), um EP ao vivo (Encore – 2021), dois discos-livro para crianças com o projeto “Mão Verde” (editados em 2016 e 2022, com Pedro Geraldes, Francisca Cortesão e António Serginho, e também um disco colaborativo com Emicida, Rael e Valete (Língua Franca – 2017).
Na última década, tem somado intensos e participados concertos, conquistando um público muito diverso e o reconhecimento da crítica, não apenas no nosso país, mas em algumas incursões internacionais.
Apologista do espírito colaborativo típico da cultura Hip Hop, tem partilhado o palco com vários artistas e trabalhado como letrista para vários intérpretes como Gisela João, Clã, Aline Frazão, Ana Bacalhau, Clã, entre outros.
Neste âmbito há que assinalar o disco “Metade-Metade” (2023) de Aldina Duarte que escreveu na íntegra, a curadoria e direção artística de “SG Gigante” – disco de homenagem a Sérgio Godinho (2022) e a aclamada “Que força é essa amiga” (uma versão renovada e no feminino do clássico do seu “mestre”, com quem tem colaborado imensamente).
Capicua é também autora de três livros, um de crónicas e poemas – “Aquário” (Companhia das Letras, 2022), bem como “Cor-de-Margarida” (Nuvem de Letras em 2023) e “Como é que um caracol foge de casa?” (Nuvem de Letras 2025) para o público infantil.











































