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O Centro de Interpretação do Românico, em Lousada, recebeu o encontro inaugural do programa artístico e cultural “Cuidadores do Património — Coragem de Cuidar”, dirigido a estudantes do ensino secundário da região. A iniciativa enquadra-se na Bienal Cultura Educação, organizada pelo Plano Nacional das Artes.

No encontro estiveram presentes estudantes, docentes, cuidadores do património, párocos, representantes dos municípios e da comunidade local.

Nas intervenções, para além da diretora da Rota do Românico, Rosário Correia Machado, testemunharam a importância do programa a coordenadora intermunicipal do Plano Nacional das Artes, Susana Cabeleira, as vereadoras das Câmaras Municipais de Felgueiras e de Paredes, Ana Medeiros e Beatriz Meireles, o cuidador da Igreja de Boelhe, Manuel Dias, o professor adjunto da direção da Escola Secundária de Resende, Paulo Sequeira, e as alunas da Secundária de Paredes, Matilde Rocha e Maria João Silva.

A segunda edição da Bienal Cultura Educação, que decorre até ao próximo mês de março, tem como tema transversal “E em Vez do Medo?”, numa reflexão alargada sobre as formas como enfrentamos o medo e a paralisia da angústia.

A Rota do Românico pretende “desafiar os jovens a explorar emoções, a imaginação e a memória coletiva, promovendo uma aproximação ao património e a novas formas de relação com a cultura e o território”, diz aquele orgsnismo, em nota de imprensa, elencando que os objetivos do programa incluem também “o fomento da participação cultural, o pensamento crítico e a expressão artística, incentivando os jovens a tornarem-se protagonistas na salvaguarda da sua própria história e na construção de narrativas de pertença”.

Do programa “Cuidadores do Património — Coragem de Cuidar” fazem parte visitas interpretadas aos monumentos da Rota do Românico e ações de criação artística, como a “Caixa do Tempo”, que será guardada nos monumentos durante um período de 20 anos e na qual os jovens deixarão uma mensagem para os cuidadores vindouros.

Serão também realizados encontros intergeracionais entre os jovens e os Cuidadores do Património da Rota do Românico, ou seja, todos aqueles cidadãos que, de forma dedicada e incondicional, zelam e acarinham atualmente os diversos bens culturais da Rota do Românico.

Desenvolvido pelas áreas governativas da Cultura e da Educação, o Plano Nacional das Artes tem como objetivo tornar as artes mais acessíveis aos cidadãos, em particular às crianças e aos jovens, através da comunidade educativa, promovendo a participação, fruição e criação cultural, numa lógica de inclusão e aprendizagem ao longo da vida.

Pretende incentivar o compromisso cultural das comunidades e organizações e desenvolver redes de colaboração e parcerias com entidades públicas e privadas, designadamente, trabalhando em articulação com os planos, programas e redes preexistentes.

Refira-se que, a Rota do Românico é um projeto turístico-cultural, que reúne 58 monumentos e três centros de interpretação, distribuídos por 12 municípios: Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende.

As principais áreas de intervenção abrangem a investigação científica, a conservação do património, a dinamização cultural, a educação patrimonial e a promoção turística.

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