Tem 21 anos, mas desde os 16 que queria escrever um livro. E escreveu. Concluída a obra, contactou editoras, mas fecharam-lhe sempre as portas. A Scarlett, a Beckey e o Taylor tinham muitas respostas a dar, mas acabaram por ficar no interior das páginas do manuscrito que foi parar a uma gaveta. Mas há sempre pessoas que insistem e persistem. Pedro é uma delas. E cinco anos depois, o sonho materializou-se e o livro “Missão 04017” está em pré-venda.

Pedro Beckett, nome pela qual quer ser conhecido, preferindo não adiantar explicações sobre esta opcção, em entrevista ao Verdadeiro Olhar contou que é natural de Gandra, Paredes e um apaixonado pelos livros de ficção científica e romance. O seu livro é a prova do gosto pelo primeiro género literário que espera que suscite o interesse de quem o ler. A história tem como cenário os Estados Unidos da América que, na sua obra, se encontram divididos em duas partes.

Foi no dia em que fez 16 anos que começou a “Missão 04017”. Apesar de ter conseguido publicar a sua obra, não deixa de lamentar que as editoras “não apostem em autores nacionais”, o que lhe barrou o sonho alguns anos. Mas talvez tenha sido melhor, porque aquando o primeiro confinamento, abriu a gaveta onde se encontrava o manuscrito. Fez “revisões e foram alteradas muitas coisas”, até porque o Pedro com 16 anos não é o mesmo de agora. Assim como o mundo também está bem diferente.

Depois de pronto, colocou o primogénito na internet e acabou por ser contactado por uma editora “que estava interessada em publicá-lo, porque queria dar oportunidade a um jovem talento nacional.

Além de escrever, Pedro Beckett também gosta de ler. A escritora Jojo Moyes, jornalista britânica, que desde 2002 é romancista, é a sua autora de eleição. Porquê? “Porque tem uma escrita muito objectiva, concisa e directa”. E para ir do Porto a Lisboa “não precisa de passar por Viana do Castelo e Vila Real”, explicou em tom irónico. E foi com este estilo que aprendeu e com o qual se identifica.

Neste momento, Pedro Beckett não está em Portugal. A estudar criatividade e inovação empresarial, no Politécnico do Porto, este jovem de Gandra está agora a participar no programa Erasmus, na Lituânia.

Quando viajou para este país desconhecido do nordeste da Europa, “não estava à espera de nada”. Hoje, confessa que era um lugar “onde podia viver para sempre”, talvez porque um terço do território lituano é cercado por florestas e parques naturais. Além disso, é um país rico a nível cultural, sobretudo na literatura, e soube conservar as suas tradições, apesar do domínio soviético. O povo é independente e, muitas vezes, obstinado. Pedro Beckett revela que as pessoas “não são tão afáveis como os portugueses, mas fazem sentir bem quem vem de fora”. Já sobre a qualidade de vida, o jovem escritor refere que “é boa e proporcional ao salário”.

Apesar de gostar desta experiência, não há nada como Gandra, a sua terra natal. “É uma zona rural, muito acolhedora”. E, de todas as vezes que regressa, sente-a como a sua “casa”.

Esta experiência de Erasmus fica concluída no final do mês de Janeiro, altura em que vai regressar a Portugal para acabar a sua formação académica. Sobre o futuro, Pedro Beckett gostava de exercer numa área ligada ao seu curso, a comunicação e a escrita, que são as suas grandes paixões.

E enquanto não se lança na vida profissional, Pedro Beckett vai continuar a ler e, sobretudo, a escrever. Mas, para já, Pedro Beckett espera que esta sua obra “apaixone todos aqueles que a lerem, podendo ser adquirida através do site ‘www.velhalenda.com’. E, assim, as histórias da Scarlett, da Beckey e do Taylor tornam-se públicas e podem fazer parte da vida de todos nós. Porque eles têm as respostas a muitas questões que nos assolaram quando tínhamos 16 anos. Talvez pela mão deste jovem autor de Gandra, consigamos, finalmente, encontrar as respostas.

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