Neste mesmo mês de Janeiro, mas há precisamente 10 anos, um grupo de cidadãos do concelho de Paredes decidiu criar uma coisa chamada Movimento de Cidadãos Por Paredes (MCP), uma réplica do pacense M6N, o movimento que serviu para catapultar a candidatura de Humberto de Brito à Câmara Municipal. Em Paredes, o MCP era liderado por José Henrique Soares e as causas eram as mesmas do movimento da Capital do Móvel: o preço da água e a luta contra a cobrança das taxas de ligação aos ramais da água e do saneamento.

Hoje, noticiamos que Paredes tem a factura de água, saneamento e resíduos mais cara e Paços de Ferreira a mais barata. Em Paredes, os habitantes pagam mais de 402 euros anuais (valores sem IVA), pela factura, para um consumo médio anual de 120 metros cúbicos.

Ora, 10 anos depois, do M6N saiu Humberto Brito para a presidência da Câmara Municipal e, independentemente de se concordar ou não com o método usado, a verdade é que a população passou da água mais cara do país para a água mais barata da região.

Se há 10 anos o MCP não passava de um movimento político de contestação ao então presidente da Câmara Municipal, escudado numa reivindicação quase imaginativa em que a população não se revia, hoje, as causas de então do MCP são reais e a população certamente rever-se-ia nessa luta. Oxalá tenham vontade de retomar a causa.

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