Obras de alargamento da A4 não vão resolver o problema em Ermesinde

Afirmou o presidente da Câmara de Valongo depois de questionado pelo PSD sobre o “calvário” causado pela intervenção

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O presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro, não acredita que as obras de alargamento do troço da auto-estrada A4, entre Águas Santas (Maia) e Ermesinde (Valongo), vão resolver o “problema” de quem sai para Ermesinde.

O autarca respondia a questões dos vereadores do PSD, hoje, em reunião de executivo. “Todos nós conhecemos o calvário das obras de alargamento da A4 entre Águas Santas e Ermesinde”, um processo de avanços e recuos “com muitos prejuízos para os habitantes de Valongo”, afirmou Mário Duarte, perguntando ao edil para quando o fim da obra e se o município tem levado às diferentes entidades as preocupações com esta matéria.

José Manuel Ribeiro concordou que é um “calvário” o que se está a viver.

“É um processo antigo. E agora há mesmo um conflito, uma questão contratual, e a obra está parada”, afirmou.

O presidente da Câmara disse ainda que a sua posição sobre o tema ficou clara logo no lançamento da empreitada. “A obra não vai resolver o problema de quem sai de Ermesinde. Não acaba com o gargalo. Neste momento existe uma pressão grande e isto só lá vai com a pressão dos vários municípios”, defendeu, frisando que a questão só se resolve com outra saída naquele nó para escoar o trânsito.

Essa pressão é para que “haja abertura para fazer as ligações à saída de Baguim do Monte e uma solução para Águas Santas”. “A força da realidade vai acabar por nos ajudar e vai-se perceber que será necessário investimento. Se não se fizer isso vai continuar aquele gargalo. Há um alargamento, mas a partir da portagem de Ermesinde é igual e o problema vai persistir”, já que se trata do único acesso à auto-estrada para três concelhos, sendo utilizado pelas populações da Maia, de Gondomar e de Valongo.

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