As assimetrias do país, resultantes do plano desigual de oportunidades do território, refletem-se no acesso deficitário de determinadas regiões em matéria de qualidade de vida, do desenvolvimento das atividades económicas, do emprego e das dinâmicas sociais.

Embora a discussão seja antiga, é evidente que passados vários anos continuamos a ter a necessidade de colocar os mesmos assuntos na ordem do dia, face ao caminho que ainda carece de ser feito, de forma a aproximar o país e contribuir para que, principalmente, o interior não mergulhe na desertificação total. 

A verdade é que, muitos dos municípios da nossa região, embora geograficamente não muito distantes de grandes centros urbanos, nomeadamente da Área Metropolitana do Porto, encontram barreiras para o seu desenvolvimento, fixadas na falta de infraestruturas capazes de responder às comunidades locais e da promoção de dinâmicas sociais e económicas que estimulem a fixação da população e a criação de riqueza. 

Por entre as políticas de incentivo à vida nestes contextos, que poderão ainda ser redimensionadas para dar expressão aos respetivos objetivos, importa potenciar condições para a qualificação da mobilidade, nomeadamente através da ferrovia, que servirá o transporte de passageiros, mas também o de mercadorias, com reflexos na dinamização social e empresarial das regiões. 

Por outro lado, a mobilização de estruturas com potencial de apoio às atividades económicas, com destaque para a gestão eficiente e integrada de terminais ferroviários e para a instalação de portos secos, será um fator de promoção da criação de novas áreas industriais e da captação de mais empresas, de reforço das condições para as unidades já existentes e, por consequência, de mais emprego (e mais qualificado), mais oportunidades e maior crescimento. 

De um modo geral, o exercício passa por descentralizar serviços, perspetivando a redução de custos de deslocamento associados às empresas e a capacidade de alargamento das “fronteiras” do negócio, complementadas com a externalidades ambientais que o transporte por ferrovia acrescentará. 

Neste cenário da conjugação dos meios e redes de transporte (numa lógica da intermodalidade) com a proximidade das estruturas físicas, promovemos uma nova janela de oportunidades para o setor empresarial, num quadro de maior igualdade com outras empresas que, fruto da sua localização geográfica, se encontram em posição privilegiada. Reduzimos, por isso, as diferenças para fomentar um novo paradigma de crescimento, afirmação e renovação nos diversos mercados, com reflexos visíveis no desenvolvimento social de todas as regiões. 

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