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Tenho obstipação intestinal, isto prejudica a minha saúde?

A resposta é afirmativa. Imagine por exemplo um pouco de carne e 1 peça de fruta sem casca, se deixar durante algum tempo ao ar livre, certamente começa a apodrecer e o cheiro começa a ser nauseabundo, fora as bactérias que se vão acumular. Este é o exemplo da comida se ficar demasiado tempo também dentro do nosso organismo, basta reflectir.

No nosso intestino alguns alimentos servem de alimento às bactérias más, que depois de os ingerirem libertam sulfureto de hidrogénio e outros compostos de entre os quais putrescina e cadaverina, o mesmo cheiro que emanam os cadáveres em putrefacção.

Quando existe obstipação, as toxinas e os resíduos da digestão ficam retidos no intestino por um período de tempo maior do que o normal, o que provoca intoxicação e inflamação, e dificulta por exemplo a perda de peso. Além disso, vai sobrecarregar outros órgãos e aumentar o volume abdominal, dores de cabeça, alergias, perda de energia e outras enfermidades.

O intestino é considerado o nosso segundo “cérebro”, é crucial ter uma boa higiene intestinal.

Uma pessoa saudável apresenta um trânsito intestinal razoavelmente regular e as fezes são eliminadas do organismo com facilidade, sem muito esforço ou desconforto. Embora a frequência normal das dejeções varie de indivíduo para indivíduo, estima-se que 95% dos adultos saudáveis apresentam um padrão que pode variar de três vezes por dia até três vezes por semana.

Na obstipação intestinal, a frequência das dejeções é menor do que a esperada ou as fezes são duras, secas e difíceis de expelir. Na maioria das vezes, a obstipação não se encontra associada a qualquer doença ou alteração do aparelho digestivo, estando antes ligada à alimentação, ao estilo de vida (sedentário), à medicação ou a outros fatores que desidratam e aumentam a consistência das fezes, causando desconforto à sua passagem.

Alguns dos fatores que mais contribuem para a obstipação intestinal no adulto são: dieta pobre em fibras, ingestão insuficiente de líquidos, sedentarismo, ignorar a vontade de defecar, fatores associados a viagens e cumprimento de horários, abuso de laxantes, efeitos secundários da medicação e dor ou desconforto anal. Menos frequentemente, a obstipação intestinal é um sintoma de uma doença ou distúrbio do organismo que afeta o aparelho digestivo, o cérebro ou a espinhal medula.

Os alimentos e a obstipação intestinal também interferem no nosso estado emocional,  alimentos (frutas, verduras e hortaliças) trazem alegria e satisfação, maus alimentos (excesso de carne vermelha, lácteos, gorduras e açúcar) fazem-no sentir-se ansioso (inchaço abdominal), zangado (excesso de gases), teimoso (obstipado) ou irritado com acessos de féria (diarreia).

Em muitos casos, a pessoa pode prevenir a obstipação se tomar como medidas, adicionar mais fibras à alimentação, ingerir uma quantidade adequada de líquidos, efetuar um programa regular de atividade física, treinar o seu aparelho digestivo no sentido de manter um trânsito intestinal regular, se tiver vontade, não adie evacuar para uma altura mais conveniente, usar um dicas alimentares com fibras para diminuir a consistência das fezes.

A obstipação intestinal constitui um problema muito frequente que afeta pelo menos 80% da população durante algum período da sua vida e estatisticamente, afeta mais as mulheres do que os homens devido a fatores hormonais, no caso da gestação, pela compressão do útero sobre o intestino.

Em Portugal o tratamento da obstipação intestinal é responsável por mais de 50.000 consultas médicas por ano, com gastos anuais de, pelo menos, 10 milhões de euros em laxantes, imagine com pequenas esforços diários e uma orientação de saúde adequada para conseguir uma alimentação e um estilo de vida saudável o que se consegui prevenir.

 

 
 
 
 
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