Os pais exigem várias obras na escola, mas a Câmara refere que essa competência é do Governo.

Sobrelotação ficará resolvida com nova escola em Freamunde
A Associação de Pais defende que um dos principais problemas deste estabelecimento de ensino é a sobrelotação, situação que, dizem, já acontece há alguns anos e que "impede o seu normal funcionamento".
Sobrelotação que existe igualmente no transporte escolar e no pavilhão recém-remodelado e que acolhe, simultaneamente, as aulas de educação física de quatro turmas. "Ao longo dos últimos anos tem sido exposto em sede de Conselho Geral a preocupação latente com a prática de transporte escolar, efectuado pela empresa Pacense, de sobrelotação evidente e constante", pode ler-se num documento entregue na Câmara Municipal.
Outro problema identificado diz respeito à falta de vigilantes e ao número insuficiente de funcionários. "A dificuldade com que a escola se debate com a falta de funcionários suficientes para o controlo dos recreios é notória e não é de agora", salienta o caderno de reivindicações.
A Associação de Pais pretende também que sejam criadas, nas várias freguesias, paragens de autocarro cobertas e que haja um controlo por parte da Polícia Municipal da zona de entrada da escola nas horas de maior afluência. Para evitar os habituais engarrafamentos provocados pelas viaturas dos pais dos alunos, a Associação de Pais defende, de igual modo, a reconfiguração dos acessos.
O presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira não partilha do diagnóstico alarmante efectuado pela Associação de Pais. Mesmo assim, Pedro Pinto afirma que, por exemplo, o problema da sobrelotação ficará resolvido em 2011 com a construção da Escola de Freamunde e com a ampliação da Escola Secundária de Paços de Ferreira.
"Já a questão dos acessos está prevista no PFR 3G, um plano que vai remodelar aquela zona. Comprometi-me com os pais a mostrar-lhes o projecto quando ele estiver pronto", refere.
Pedro Pinto recorda, ainda, que a autarquia já transferiu parte dos 20 mil euros para o Agrupamento de Escolas de Paços de Ferreira, verba que recebeu do Estado para "pequenas reparações". Para além deste dinheiro, a autarquia encaminha para o Agrupamento mais 150 euros por sala de aula.
"Não é possível fazermos mais. A própria DREN só tem 800 mil euros para obras em todas as escolas", revela Pedro Pinto. |