A feitura de "listas eleitorais" é, quase sempre, um momento de grande tensão e de muita dificuldade para quem tem tal encargo.
De tensão porque em qualquer organização de cariz democrático, onde o processo de decisão, naturalmente, é colectivo, existem sempre interesses difusos e sensibilidades conflituantes. È normal, é legítimo que os que se interessam pela participação activa nas candidaturas queiram ocupar nas listas a posição relativa que entendem mais condizente com o estatuto ou peso eleitoral que julgam ter.
Dizia, há pouco tempo, neste jornal que as escolhas que o Dr. Sousa Pinto fizesse para as "suas" listas deixariam perceber a estratégia da sua candidatura e as suas reais possibilidades de afirmação eleitoral. Que essas escolhas reflectiriam a disponibilidade das mais conhecidas personalidades do PS para integrarem um projecto que se quer mobilizador para que a construção da desejada alternância de poder se concretize, já, no próximo dia 11 de Outubro.
O Dr. Sousa Pinto fez as escolhas que quis. Teve inteira liberdade e apoio do partido para decidir em conformidade com a sua visão do caminho a trilhar para obter a mudança que preconiza.
Não teve qualquer obstáculo ou pressão que tivesse que vencer ou debelar.
Olhando para as listas de candidatos que o PS apresenta, fica-se reconfortado com o peso eleitoral que o n.º 2 escolhido para a Câmara Municipal tem no concelho, sinal inequívoco da capacidade do Dr. Sousa Pinto para atrair à sua candidatura uma personalidade de grande craveira política que já foi vereador nos idos de 80 e que maugrado não lhe ser conhecida, depois disso, qualquer actividade política, é um quadro de inegável valor, conhecedor, como poucos, do concelho e da região do Vale do Sousa.
Na Assembleia Municipal, ouviram-se ecos de que a liderança iria recair sobre um independente prestigiado que assinalaria uma abertura da candidatura à sociedade, representando, ao mesmo tempo, uma capacidade diferente da conhecida nas últimas eleições, de atracção de gente qualificada, de fora da órbita da militância partidária.
Falso alarme.
Afinal a escolha recaiu na Presidente de sempre do PS, na Assembleia Municipal.
O mérito e dedicação da candidata são à prova de bala e demonstram que quando é o velho PS a dirigir, há personalidades que nunca regateiam esforços.
Para ilustrar o empenho das personalidades que se distinguiram no desempenho autárquico dos últimos anos do PS no poder municipal basta descer um lugar nessa lista e lá encontraremos quem mais se distinguiu nos mandatos socialistas de 93 a 2001.
A qualidade da candidatura socialista fica bem evidenciada se percorremos toda aquela lista e verificarmos os seus restantes elementos e a posição relativa que nela ocupam aqueles que foram o rosto do PS nas eleições de 2001 ou 2005.
As ausências de personalidades, como a do último Presidente de Câmara do PS, de um, dos actuais Vereadores, vencedor de todas as eleições em que participou nos seus 25 anos de actividade autárquica, do lugar relativo dos demais Vereadores e dos deputados municipais que mais se distinguiram no último mandato, dá-nos a garantia que, desta vez, há um suplemento de qualidade que nos deixa com as expectativas muito elevadas.
Conhecidos todos os candidatos do PS, ficámos com a convicção de que a mudança vai acontecer já em 2009. Por isso, o Dr. Sousa Pinto tratou de acautelar o futuro, garantido que nas suas listas, primeiro entram os "amigos" e depois, alguns dos outros, não muitos, porque, afinal, esses, se fossem bons tinham ganham em 2005.
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