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Sáb 11 Set 10 | .a Edição | Director: Francisco Coelho da Rocha | fcr@verdadeiroolhar.pt    
   
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por: Nelson Correia  
Olhar (Im)Parcial
Dever de reserva

Os últimos desenvolvimentos do chamado caso “Freeport” vieram demonstrar que, em Portugal, a luta politico-partidária atingiu dimensões que não salvaguardam nada, nem ninguém.

Durante muitos anos existiu entre nós uma espécie de acordo tácito entre todos os agentes políticos no sentido da luta politica preservar a dignidade das instituições e dos respectivos representantes.

A insinuação, a maledicência e o boato que noutras latitudes há muito são usados como instrumento de desgaste político dos titulares dos órgãos de soberania, entre nós estiveram arredados da luta politico-partidária, por se entender que as instituições e os respectivos representantes deveriam ser salvaguardados, no convencimento de que tais instrumentos assim usados constituíram o pior dos males para a nossa democracia.

Hoje, assiste-se a banalização das afirmações mesmo por parte daqueles que têm um especial dever de reserva em funções dos cargos que desempenham.

As meias palavras, as afirmações pela metade, com o deliberado propósito de deixar transparecer a dúvida ou plantar a insinuação, minando a relação de confiança entre eleitos e eleitores, é o pão nosso de cada dia, ouvindo-se da boca de magistrados, políticos, jornalistas ou cidadãos anónimos.

Ninguém parece preocupar-se que a perda de credibilidade a todos afecta, sendo cada vez mais comum ouvir dizer-se: “são todos iguais, é tudo farinha do mesmo saco”.

Oxalá que a verborreia que parece ter afectado alguns dos sectores da nossa justiça esmoreça e que as luzes da ribalta que tantos, com tanto afinco procuram, não lhes tolha o discernimento e não os afaste do único propósito que a Justiça, num Estado de Direito deve ter: na procura verdade, garantir que a lei é igual para todos e a todos se aplica.

Neste conturbado tempo em que a maledicência é rainha, a demagogia parece ter chegado a Penafiel.

O Conselho da Juventude que não fosse a luta da JS/Penafiel não se atrevia a dar sinais de vida, reuniu e de relevante apenas conseguiu ter uma tirada demagógica para mera consumo eleitoral.

Duas medidas do último Governo PSD/CDS foram trazidas à luta politica partidária, procurando-se imputar ao partido do Governo a responsabilidade por todos os males que a juventude de Penafiel sofre.

Não é ressuscitando promessas de governos em fim de vida, feitas quando já se sabia que o seu prazo de vida não lhes permitiria concretizá-las que se resolvem os problemas da juventude penafidelense.

Todos gostaríamos de ter em Penafiel ensino universitário.

È bom, porém que antes de censurar, nos lembremos de quem prometeu o ensino universitário para Penafiel.

É bom que não se esqueça que essa promessa remonta às eleições de Outubro de 2001.

Que desde então e até á única reunião do Conselho de Juventude, o Governo municipal teve sempre a mesma cor politica e que na República se sucederam diferentes Governos, com diversas cores politicas e que, infelizmente, o ensino universitário, tal como nos foi prometido em 2001, ainda está por chegar.

Se é para censurar, então censure-se quem prometeu e não cumpriu! 



 
 
Nelson Correia 
 
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