Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Qua 08 Set 10 | .a Edição | Director: Francisco Coelho da Rocha | fcr@verdadeiroolhar.pt    
   
Assinatura Ficha Técnica Classificados Informações Úteis Contactos
 
por: Nelson Correia  
OLHAR (IM)PARCIAL
Poupar sim, transferir dificuldades é que não!

Os tempos são de poupança.

Um pouco por todo o lado, as ordens são as de cortar nas despesas, porque o dinheiro anda escasso.

Em Penafiel esta também tem sido a regra da gestão camarária.

Cortar, cortar, cortar, parece ser o único verbo usado pelos autarcas municipais.

Primeiro, foram as freguesias a sofrer as consequências dos cortes: não só viram “ir à vida” os protocolos que o Dr. Alberto Santos prometia aumentar, como se viram espoliadas de dois dos duodécimos a que tinham direito. Por esta via, não há duvidas que Alberto Santos e os seus pares conseguirão uma grande poupança para a autarquia. Só que este esforço que, bem vistas as coisas não é esforço nenhum, repercute-se na acção dos outros e não traz proveito a ninguém.

Na verdade, hoje, como quando Alberto Santos era um jovem deputado municipal da oposição, continua a ser válida a máxima de que é nas freguesias que melhor se potenciam os recursos e que é nas acções desenvolvidas por estas que se consegue um maior retorno dos investimentos públicos em termos de bem-estar e qualidade de vida das populações e de desenvolvimento do território.

Estes cortes não são, pois, cortes na despesa, mas sim cortes no investimento. Traduzem a preguiça que tomou conta dos autarcas municipais que na falta de ideias e de vontade de mudar o paradigma de uma gestão virada para o supérfluo, sempre condicionada pelo marketing de promoção da imagem dos detentores do poder, não descortina outras formas de fazer face a um ciclo de “vacas magras” que não seja transferir para as freguesias as dificuldades do Município, deixando-as à míngua e sem meios para desenvolverem a sua actividade ao serviço das suas populações.

Afinal, o que Câmara Municipal está a fazer, mais não é do que privar as freguesias de recursos indispensáveis à sua meritosa acção e dessa forma privar as pessoas que estas servem dos serviços e bem-estar que lhes proporcionavam com a gestão daqueles recursos.

Depois das freguesias foram as associações a sofrer as consequências desta sanha de pseudo poupança da nossa Câmara Municipal.

Mais uma vez, em nome da necessidade de cortar na despesa, a Câmara Municipal decidiu cortar substancialmente nos apoios às associações, colectividades e organizações análogas. Estes cortes implicarão para o movimento associativo do concelho perdas significativas, tornando os seus orçamentos incapazes de garantir um nível de actividade a que nos tinham habituado. Inegável será que, por esta via, a Câmara poupará nas suas despesas, mas privará as populações de importantes actividades desenvolvidas pelas associações, com tradução no seu bem-estar e qualidade de vida.

Ameaçada, também, parece estar, a comparticipação camarária nos investimentos de algumas das IPSS que concorreram a fundos comunitários e que contando com aquela comparticipação, parecem agora condenadas a terem de se entenderem com uma das empresas municipais que, nas já habituais manobras de engenharia contabilística, se apressam, em nome de interesses que, seguramente não serão outros que os de mascarar as evidentes dificuldades financeiras de uma Câmara que passou todos estes anos em que é poder a viver como se fosse um qualquer sultanato banhado a petróleo e agora, confrontada com a difícil situação em que mergulhou, em vez de efectivamente poupar, cortando na despesa supérflua que ela própria gera, a transfere para as freguesias e para o movimento associativo, não tirando ilações nenhumas de anos de desperdício, de gastos sem qualquer retorno para o concelho, enfim de uma gestão virada e preocupada, para e com, a promoção da imagem dos detentores de poder, numa lógica de afirmação meramente eleitoral.

Que a Câmara Municipal poupe, cortando no supérfluo que é muito e que não prive as freguesias e as associações dos recursos indispensáveis a uma acção que a Câmara não vai, até porque não é capaz, substituir, é o que se exige nestes tempos de inegáveis dificuldades.

Cortar na despesa sim, no investimento e principalmente no investimento social, é que não.

 


 
 
Nelson Correia 
 
Veja abaixo mais artigos de Nelson Correia
OLHAR (IM)PARCIAL
 
EXIGIR COMPROMISSOS
O Vale do Sousa, há muito qualificado como o "Vale dos Sonolentos", tarda a emergir da letargia que o atirou para os últimos lugares de qualquer um dos vários rankings de desenvolvimento, seja no contexto das regiões da Europa, seja entre portas nacionais.
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“MUDAR DE DISCURSO”
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Opções
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Autárquicas 2009
 
 
PIDDAC
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Estados de espírito
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
O prometer e o fazer
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“Novo Rumo”
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Porque é Natal
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Depois dos “gangs”…
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Suspensos por uma carta
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Candidaturas independentes
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
UM BOM EXEMPLO
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
O “rato” contra o buraco
 
Olhar (Im)Parcial
 
Dever de reserva
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Contra Ataque
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Da gripe à asfixia, via CTT
 
Olhar (Im) Parcial
 
É hora
 
 
Abril
 
Olhar (Im)Parcial
 
Os bairros sociais
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Dois apontamentos
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Por terras de Egas Moniz
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Meios iguais para todos
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“Os dados estão lançados”
 
Olhar (Im)Parcial
 
No dia seguinte
 
Olhar (Im)Parcial
 
Aquém dos objectivos mínimos
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Errar é humano, insistir e persistir no erro é que não…
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Propaganda enganosa ou promessas para cumprir?
 
Olhar (Im)Parcial
 
SINAIS
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Poderes ocultos
 
Olhar (Im)Parcial
 
ANO NOVO, HÁBITOS VELHOS
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Critérios
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Novo ciclo
 
Olhar (Im)Parcial
 
O PS/Penafiel vai a votos
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“Asfixia democrática”
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“Variante do Cavalum”
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
DIA 17, o PS vai a votos.
 
Olhar (Im)Parcial
 
NOTAS SOLTAS
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Um novo paradigma de desenvolvimento
 
Olhar (Im)Parcial
 
Tudo a arder
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Expectativas
 
 
 
 
 
© 2010 Verdadeiro Olhar, Publicações Periódicas, Lda