I - Perto de atingir os primeiros trinta dias após as eleições internas, o PS/Penafiel ainda não encontrou tempo para empossar a sua nova Comissão Política. Para quem tanto prometeu na campanha eleitoral e que tanta capacidade de mobilização demonstrou, esta falta de pressa para o inicio de um novo ciclo que se quer de muito trabalho, não é animador. Oxalá que a maior participação eleitoral interna de sempre, não seja a confirmação de que o PS/Penafiel só consegue animar-se com as lutas internas…
II – A Assembleia Municipal de Penafiel começa a ganhar uma animação que há muito tempo não conseguia.
Graças a intervenções contundentes e bem preparadas de alguns deputados municipais, em que se tem destacado Nuno Araújo, a maioria começa a dar sinais de nervosismo, como aconteceu quando o Presidente da Mesa não concedeu um pequeno intervalo à bancada do PS para decidir do seu sentido de voto numa moção apresentada já com os trabalhos a decorrer, ou quando o Presidente da Mesa, interpelado pelo deputado Couto Barbosa quanto à legalidade de uma proposta da Câmara Municipal, a garantiu e logo na sessão a seguir, viu aquela emendar a mão, apresentado uma proposta de correcção da ilegalidade apontada por aquele deputado, sem que isso dele merecesse qualquer reparo, pedido de desculpa ou justificação.
Caricato foi ver na assembleia em que se discutiram as contas do exercício de 2009, a Câmara Municipal desistir de defender as contas que apresentou, tendo-se o Presidente ausentado e o Vereador que o substitui “dizer que nada tinha para dizer”.
Antes disso, ainda houve tempo para ver um Alberto Santos arrogante que na ausência de argumentos atirou como resposta a uma interpelação do deputado Nuno Araújo um deselegante: “duvido é que o senhor deputado conheça essa rua”.
É no registo da última Assembleia Municipal que o PS/Penafiel tem que se colocar se quiser começar a “moer” uma maioria que, desde que não foi capaz de indicar um Vice-Presidente da Câmara, tem dado mostras de que, se bem apertada, “escangalha-se toda”! Por isso novel Presidente da Comissão Politica do PS/PNF vamos lá ao trabalho, que amanhã já é tarde!
III - Portugal tem sido confrontado com a ganância dos especuladores que teimam em querer empurrar-nos para o mesmo destino da Grécia. Num quadro de inegáveis dificuldades, há quem insista que não devemos pagar portagens nas vias vulgarmente conhecidas como SCUTS. Nós, os do Vale do Sousa, não fugimos à regra.
Também, por aqui, na última Assembleia Municipal, lá aprovamos mais uma moção a repudiar a introdução de portagens na A42.
Agora são os autarcas que, na defesa da gratuitidade da utilização daquela via, avançam com um estudo para explicar ao Governo aquilo que ele tem a obrigação de saber há muito tempo: se há região do país que, à luz de todos os critérios de que se queira lançar mão para justificar auto estradas não portajadas, seguramente, o Vale do Sousa será o melhor dos exemplos que se pode usar.
Á luz daqueles critérios, aliás, em nenhuma das auto estradas da região deveria haver portagens, mesmo na A4.
Se o Governo, em nome dos superiores interesses de Portugal, entende que se devem pagar portagens nas vias com perfil de auto-estrada, então que institua essa regra para todo o território nacional e nesse caso, então e só então, deixarão de existir razões para os nossos protestos.
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