Os esforços que alguns sectores do PS/Penafiel têm desenvolvido para que a próxima eleição da Comissão Política Concelhia resulte de um processo de convergência com vista a uma ampla unidade em torno do primordial objectivo de reestruturar a organização Concelhia do Partido, na base de uma metodologia de trabalho que tenha como primeira preocupação a criação de núcleos de base local, ao nível de cada uma das trinta e oito freguesias, que faça o partido dialogar com as instituições do concelho, de forma a que desse processo resulte um projecto político e programático que sustente a próxima candidatura à Câmara Municipal parecem condenados ao fracasso, face aos impulsos de alguns que, amarrados ao passado, continuam muito mais motivados para o acerto de contas interno que virar a agulha para o que é verdadeiramente essencial, fazer com que a acção do partido tenha nos seus destinatários (os eleitores), o acolhimento que até agora tem faltado.
Anunciam-se duas candidaturas à Comissão Política Concelhia. Ambas protagonizadas por dois jovens quadros do PS/Penafiel e com a experiência de liderança ganha nas lides da juventude socialista.
Esta renovação geracional e este confronto protagonizado por estes dois jovens poderia indiciar a vitalidade do PS e constituir uma nova oportunidade de discutir o papel que o partido quer ter no concelho de Penafiel.
Dizemos poderia, porque os sinais que se vão evidenciando, demonstram que os piores dos velhos vícios do PS/Penafiel estão presentes e ameaçam se ninguém tiver a sensatez de centrar a discussão a gerar por estas eleições internas no que é essencial: as pessoas e o território de Penafiel, saltando as barreiras dos interesses de capela, pessoais e mesquinhos que tanto têm atormentado os socialistas de Penafiel, tudo consumirem.
O PS/Penafiel, se quer ter futuro, tem que alicerçar este novo ciclo político que agora se abre na base do trabalho, na capacidade de organização e de mobilização.
O trabalho desenvolvido na JS por cada um dos jovens putativos candidatos é um bom indício para se medir as capacidades de cada um deles, naqueles dois vectores essenciais à afirmação do PS (organização/mobilização).
Aos dois jovens candidatos exige-se que sejam portadores de vontade própria e não de vontades alheias, que assumam um projecto de ruptura, na base do compromisso de que para ganhar o PS precisa de mudar, cientes de que o PS “dos tempos passados” não tem qualquer futuro.
Os tempos gloriosos do PS do poder, são tempos passados e por mais que se cante “oh tempo volta para trás”, esse tempo é passado, sem futuro. As tímidas renovações que nos últimos 10 anos o PS/Penafiel foi ensaiando, têm que ser assumidas definitivamente. Os jovens candidatos têm que ter em conta o velho ditado do “diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és”, e saber rodear-se dos apoios que não os amarrem a preconceitos de um passado, que mais que diferentes concepções programáticas nas estratégias, trouxe à luz do dia divergências de matriz pessoal.
Aos candidatos pede-se que trabalhem com vista a dotar o PS/Penafiel das condições necessárias à construção de um projecto para 2013. Projecto esse que terá que ser feito na base do trabalho, do esforço, da presença e não na retórica de palavras de ocasião.
Devem cortar, desde logo, qualquer tentativa de instrumentalização do processo interno de eleição da nova Comissão Política, com vista ao condicionamento de eventuais candidaturas às longínquas eleições de 2013.
Antes desse tempo é preciso organizar, promover e afirmar um projecto alicerçado no trabalho e no exemplo diário.
A altura das escolhas para essas eleições chegará. Preciso é, se queremos ganhar, que antes do tempo, ninguém tolhe, condicione ou determine de forma irreversível as possibilidades do partido escolher os melhores.
Se ambos procederem deste modo, então, valerá ainda a pena, mais um esforço para a convergência. Não podem ser questões de ambição meramente pessoal a ditar o destino do PS/Penafiel.
É preciso lembrar 2005 e 2009. Àqueles que no PS/Penafiel continuam sem perceber as razões daquelas derrotas eleitorais, demonstrando a falta de noção da sua dimensão, é preciso dizer-lhes que a simples mudança de candidato na Coligação Penafiel Quer não abre, sem mais, as portas do poder.
Nesta fase da vida do PS, escolherei quem me dê garantias, de que mais que dizer, saiba fazer.
Para essa escolha basta-me olhar para o que cada um dos candidatos foi capaz de fazer ao serviço da JS.
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