Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Sáb 11 Set 10 | .a Edição | Director: Francisco Coelho da Rocha | fcr@verdadeiroolhar.pt    
   
Assinatura Ficha Técnica Classificados Informações Úteis Contactos
 
por: Nelson  
Olhar (Im)Parcial
ANO NOVO, HÁBITOS VELHOS

Sempre que há mudança nos executivos autárquicos, há a tendência para imputar aos antecessores má gestão da coisa pública, perspectivando-se, desde logo, um rol imenso de dificuldades futuras, levadas à conta dos défices deixados pelos outros.

Também, por via de regra, o que tem acontecido é que essas acusações não têm passado de foguetório de ocasião que rapidamente cai no esquecimento, sem outra consequência que não seja um rasto de incompatibilidades pessoais pelos agravos cometidos.

Não devia ser assim.
Quem acusa tem o dever de levar até às últimas consequências as imputações que, não raras vezes, levianamente são feitas. Quando se afirma que uma Junta deixou dívidas avultadas, que tinha n telemóveis, que antecipou e delapidou receitas e se misturam essas declarações com insinuações sobre a probidade dos visados, de duas uma; ou se provam as acusações e se remete o caso para as entidades com poderes na área da investigação criminal ou não se provam e apresentam-se desculpas públicas aos visados.

É legitimo que quem chega a uma Junta de Freguesia questione as opções feitas pelos seus antecedentes. Porém, uma coisa é discutir-se a gestão no plano das opções políticas, coisa bem diferente é colocar a discussão no patamar da gestão danosa. Se é de dano para a freguesia que se quer falar, então o caminho já não pode ser o da política, mas sim o da Justiça.

Depois do que li e ouvi a respeito da gestão da Junta de Freguesia de Sebolido no mandato de 2005 a 2009, foi com agrado que vi o anterior executivo daquela Junta exigir aos novos eleitos a convocação de uma assembleia de freguesia extraordinária para deliberar sobre uma proposta de auditoria às contas.

Tal iniciativa devia ter pertencido aos novos eleitos. Estes deveriam ter sido mais comedidos nas declarações que fizeram, nomeadamente quando deixaram pairar dúvidas sobre a honorabilidade dos seus antecessores. Tendo dúvidas, como demonstraram, antes de mais e sobretudo antes de atirarem lama para cima dos outros, impunha-se-lhe o dever de auditar, por entidade competente e independente, as contas da Junta e então, da auditoria retirar todas as consequências.

Não fizeram eles, fizeram-no os visados! Se queremos colocar as questões no plano ético, fácil é de concluir quem, para já, andou melhor…

Por falar em contas das Juntas de Freguesia, foi com surpresa que constatei o silêncio dos Senhores Presidentes de Junta de Freguesia, face ao orçamento que a Câmara Municipal de Penafiel submeteu a discussão e votação da Assembleia Municipal.

Os famosos protocolos que permitam às Juntas de Freguesia, em cada ano civil, arrecadarem uma receita de € 30.000,00, deixaram de existir, pelo que no corrente ano, todas as Juntas não contarão com tal receita.

Lembro que o Presidente da Câmara, quando na oposição era um acérrimo defensor da transferência de meios da Câmara para as Juntas e considerava então que estes protocolos – uma criação do Presidente Rui Silva – eram insuficientes, prometendo, se eleito, aumentar as suas dotações.

Nos anos imediatamente a seguir aos actos eleitorais, a Câmara Municipal o que tem feito é o contrário do que defendia o Presidente da Câmara quando deputado municipal, sempre esqueceu os protocolos e deixou as Juntas à míngua. Foi assim em 2006 é agora assim em 2010. E durante estes oito anos que leva de exercício, nunca o Presidente da Câmara conseguiu ouvir a consciência do deputado municipal que tem dentro de si e que tão bem proclamava a necessidade de aumentar as dotações dos protocolos e que de forma tão assertiva propugnava por dotar as Juntas de mais meios, conferindo-lhe mais competências, acompanhadas, naturalmente, de mais verbas.

Discurso de oposição. Na situação, quanto mais apertadas as Juntas, melhor e mais eficaz o seu controlo político, parece ser esta a evidência que tem levado o Presidente a sobrepor-se às intenções do deputado municipal que já foi, para mais quando ele sabe agora nas vestes de Presidente o que não sabia nas vestes de deputado: os senhores Presidentes de Junta estão sempre muito receptivos a aceitar tudo o que a Câmara Municipal lhes impõe.

Face a este abandono dos protocolos e à importância que os mesmos têm para as Juntas de Freguesia, o normal seria que o orçamento tivesse contado com a oposição firme dos Presidentes de Junta que têm assento e voto na assembleia.

Não foi isso que aconteceu. Os Senhores Presidentes de Junta não só não se revoltaram com tal proposta de orçamento, como na sua larga maioria o votaram favoravelmente.

Com o comportamento dos Presidentes de Junta, parece-me cada vez com mais sentido a tese que defende a revisão da lei eleitoral autárquica no sentido dos Presidentes de Junta deixarem de ter voto nas assembleias municipais.


 
 
Nelson 
 
Veja abaixo mais artigos de Nelson
OLHAR (IM)PARCIAL
 
EXIGIR COMPROMISSOS
O Vale do Sousa, há muito qualificado como o "Vale dos Sonolentos", tarda a emergir da letargia que o atirou para os últimos lugares de qualquer um dos vários rankings de desenvolvimento, seja no contexto das regiões da Europa, seja entre portas nacionais.
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“MUDAR DE DISCURSO”
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Opções
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Autárquicas 2009
 
 
PIDDAC
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Estados de espírito
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
O prometer e o fazer
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“Novo Rumo”
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Porque é Natal
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Depois dos “gangs”…
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Suspensos por uma carta
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Candidaturas independentes
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
UM BOM EXEMPLO
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
O “rato” contra o buraco
 
Olhar (Im)Parcial
 
Dever de reserva
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Contra Ataque
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Da gripe à asfixia, via CTT
 
Olhar (Im) Parcial
 
É hora
 
 
Abril
 
Olhar (Im)Parcial
 
Os bairros sociais
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Dois apontamentos
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Por terras de Egas Moniz
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Meios iguais para todos
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“Os dados estão lançados”
 
Olhar (Im)Parcial
 
No dia seguinte
 
Olhar (Im)Parcial
 
Aquém dos objectivos mínimos
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Errar é humano, insistir e persistir no erro é que não…
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Propaganda enganosa ou promessas para cumprir?
 
Olhar (Im)Parcial
 
SINAIS
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Poderes ocultos
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Critérios
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Novo ciclo
 
Olhar (Im)Parcial
 
O PS/Penafiel vai a votos
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“Asfixia democrática”
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“Variante do Cavalum”
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
DIA 17, o PS vai a votos.
 
Olhar (Im)Parcial
 
NOTAS SOLTAS
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Poupar sim, transferir dificuldades é que não!
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Um novo paradigma de desenvolvimento
 
Olhar (Im)Parcial
 
Tudo a arder
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Expectativas
 
 
 
 
 
© 2010 Verdadeiro Olhar, Publicações Periódicas, Lda