Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Sáb 11 Set 10 | .a Edição | Director: Francisco Coelho da Rocha | fcr@verdadeiroolhar.pt    
   
Assinatura Ficha Técnica Classificados Informações Úteis Contactos
 
por: Nelson Correia  
Olhar (Im)Parcial
Aquém dos objectivos mínimos

As eleições autárquicas de domingo vieram confirmar o que as sondagens publicadas neste jornal deixavam prever. Perante aquelas sondagens não faltou quem procurasse imputar ao núncio as culpas pelas más notícias, fazendo-nos recuar ao tempo em que a solução dos problemas anunciados estava na morte do mensageiro.

Conhecidos os resultados, veio-me à memória os momentos que vivi na noite eleitoral de 9 de Outubro de 2005 e o linchamento político que alguns – camaradas meus e comentadores da nossa praça – me quiseram fazer. Como me lembrei da noite em que o PS reuniu a sua Comissão Politica para analisar os resultados dessas eleições… O que eu não ouvi!

 Chamo à lembrança as eleições autárquicas de 2005 não para qualquer comparação com as eleições de 2009, muito menos para ajustar contas seja com quem for.

O que gostaria é que todos, agora que estamos confrontados com esta estranha realidade de procurar as justificações para uma derrota, ainda mais pesada que aquela que eu, (e o PS), sofremos em 2005, se deixem das explicações fáceis de então, em que tudo era levado à conta dos candidatos, dos maus candidatos, diziam. Também gostaria que, face à mais pesada derrota eleitoral do PS, não houvesse tentações de “refundar” o PS/Penafiel, excluindo-se os que agora perderam.

Estes resultados, como os resultados de 2005, têm razões bem mais complexas que aquelas que então foram apontadas e que exigem uma bem mais consistente análise e uma mais ponderada reflexão do que aquelas a que o PS se (não) deu ao trabalho no rescaldo das autárquicas de 2005.

O espírito de facção que dominou o PS nos últimos anos pode ser suficiente para alimentar poderes internos. Está demonstrado, todavia, que, com esse espírito, o mínimo eleitoral agora atingido - mais um recorde que infelizmente é quebrado, deixando, com pena minha, de me pertencer – voltará, numa próxima oportunidade a ser superado. Estes resultados deixaram claro que só com uma forte, sentida e vivida unidade, o PS/Penafiel pode aspirar a ter futuro.

Nestas eleições, todas as circunstâncias militaram em favor da nossa candidatura. Tivemos um candidato escolhido por unanimidade. Ao contrário do que aconteceu em 2005, ninguém deu nota de qualquer divergência. Todos os autarcas e em especial os senhores presidentes de Junta de Freguesia aplaudiram a escolha. Ninguém deu voz a qualquer descontentamento.

O PS empurrou as suas candidaturas para cima. Todos sabemos que em 2005 o PS aumentou as dificuldades dos candidatos. Em 2005 a maré foi desfavorável ao PS. O PS perdeu as autárquicas, perdeu muitas das suas Câmaras Municipais. Em 2009 o PS ganhou as eleições, reforçou substancialmente o número de mandatos e de presidências de Câmara. Ninguém terá dúvidas quanto ao efeito benéfico que os resultados das eleições legislativas tiveram para o PS nas eleições autárquicas. 

Quinze dias antes das autárquicas mais de dezoito mil penafidelenses tinham confiado no PS. Nas eleições autárquicas quatro mil desses dezoito mil não confiaram nas nossas candidaturas para o governo do município. Esta falta de confiança, é em nós, socialistas de Penafiel e não no PS. Esta diferença tem que estar no centro de todas as nossas preocupações. Das respostas que encontrarmos para a sua explicação dependerá o futuro do PS/Penafiel.

 Esta na hora de tocar a unir. Depende de nós, de todos nós que nos identificamos com os valores e princípios defendidos pelo Partido Socialista, assegurar que, na da próxima vez, tudo será diferente.

Basta de sebastianismos. Basta de procurar no passado as soluções de futuro. Basta de exclusões.

Se não praticarmos entre nós a solidariedade, não a podemos proclamar em relação aos outros.

Não nos podemos esquecer que quando o PS vai a votos e perde, perdemos todos, não perde apenas quem foi candidato.

Com arte e engenho é nas grandes derrotas que se começam a construir as grandes vitórias. Que aos socialistas de Penafiel não falte a humildade para reconhecer que só na unidade serão fortes e que no trabalho encontrarão o caminho das vitórias, na certeza de que Penafiel precisa de um PS unido e fortalecido nas suas convicções.


 
 
Nelson Correia 
 
Veja abaixo mais artigos de Nelson Correia
OLHAR (IM)PARCIAL
 
EXIGIR COMPROMISSOS
O Vale do Sousa, há muito qualificado como o "Vale dos Sonolentos", tarda a emergir da letargia que o atirou para os últimos lugares de qualquer um dos vários rankings de desenvolvimento, seja no contexto das regiões da Europa, seja entre portas nacionais.
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“MUDAR DE DISCURSO”
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Opções
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Autárquicas 2009
 
 
PIDDAC
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Estados de espírito
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
O prometer e o fazer
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“Novo Rumo”
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Porque é Natal
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Depois dos “gangs”…
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Suspensos por uma carta
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Candidaturas independentes
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
UM BOM EXEMPLO
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
O “rato” contra o buraco
 
Olhar (Im)Parcial
 
Dever de reserva
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Contra Ataque
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Da gripe à asfixia, via CTT
 
Olhar (Im) Parcial
 
É hora
 
 
Abril
 
Olhar (Im)Parcial
 
Os bairros sociais
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Dois apontamentos
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Por terras de Egas Moniz
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Meios iguais para todos
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“Os dados estão lançados”
 
Olhar (Im)Parcial
 
No dia seguinte
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Errar é humano, insistir e persistir no erro é que não…
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Propaganda enganosa ou promessas para cumprir?
 
Olhar (Im)Parcial
 
SINAIS
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Poderes ocultos
 
Olhar (Im)Parcial
 
ANO NOVO, HÁBITOS VELHOS
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Critérios
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Novo ciclo
 
Olhar (Im)Parcial
 
O PS/Penafiel vai a votos
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“Asfixia democrática”
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
“Variante do Cavalum”
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
DIA 17, o PS vai a votos.
 
Olhar (Im)Parcial
 
NOTAS SOLTAS
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Poupar sim, transferir dificuldades é que não!
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Um novo paradigma de desenvolvimento
 
Olhar (Im)Parcial
 
Tudo a arder
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Expectativas
 
 
 
 
 
© 2010 Verdadeiro Olhar, Publicações Periódicas, Lda